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A mostrar mensagens de Outubro, 2018

O corredor esquecido

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Um corredor de memórias. Morreu-se, viveu-se e renasceu-se por aqui. Chorou-se de tristeza, raiva e alívio, à vez.


Tentou-se controlar o incontrolável. Renegou-se e procurou-se o divino, ao longo de muitos anos.

A morte a jogar ao toca e foge com a vida, numa montanha russa de emoções. Viu-se o fim que tantas vezes terá substituído a esperança do recomeço.

Continuemos, então, a percorrer todos os corredores.

Foto captada, ontem, em Angra.

E a fada dos dentes? Ensinar a fantasia ou incitar ao ócio?

Hoje dei por mim a pensar na fada dos dentes, aquela manigância parental em que se trocam peças do aparelho dentário por euros. E, cá por casa, tem sido uma renda, posso garantir.

Ontem, a Mariana mostrou, orgulhosamente, o último dente que tinha caído na escola. Os marcos do crescimento são cada vez mais bem-vindos.
Estranhamente, e num acto de estratégia económica que faria inveja ao Centeno, preferiu dar um passo atrás no seu processo de desenvolvimento e falar na fada dos dentes, em quem, pelos vistos, ainda acredita. 
Foi dormir e, de manhã, lá apareceu uma nota por baixo da almofada.
Dei por mim a pensar. Se ligarmos um prisma de complexificação intelectual da parentalidade, rejeitando a aprendizagem da fantasia, e se quisermos criar um novo soundbyte, podemos reflectir sobre a fada dos dentes. 
Estaremos a marcar pontos no ensino da fantasia, da magia e do sonho ou estaremos a ensinar que o dinheiro aparece sem fazer puto ou, no limite, a gerar uma apologia do ócio ou até da pr…

Avós, beijinhos e abracinhos: um olhar sobre a Santíssima Trindade dos últimos dias

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Como sou um rapaz grato, agradeço ao Daniel Cardoso, o cidadão que colocou uma Santa Trindade constituída por abraços, beijinhos e avós na ordem do dia e um país inteiro a pensar em conjunto a discutir um sortido de coisas. Nem sempre se percebendo quais, contudo. E agradeço de forma sincera, sem ironia, porque me fez pensar na minha função mais importante, aquela de ser pai da Mariana. Porque me fez pensar nos pilotos automáticos em que facilmente caímos no exercício da parentalidade. E, igualmente, porque me fez reflectir sobre as minhas reacções e sobre a forma como sou pai. E, acima de tudo, porque me fez ter dúvidas e pensar nelas. Obrigou-me a mastigar o tema que, sem este epifenómeno, não seria tão pensado.


Se é certo que a personagem é abominável (uma espécie de tudólogo com opinião, supostamente, avalizada em tudo), se é evidente que a sua declaração obedeceu à sua agenda ideológica (a lógica da "ruptura com o passado" tem muito que se lhe diga...), se é óbvio que …