A memória do jogo da bola
Um campo de terra inclinado, quatro canas, arrancadas a um dos terrenos ao lado, a servir de balizas desalinhadas uma da outra, uma vinha e uma estrada que serviam de linhas laterais e uma taça feita com um pau e metade de um garrafão de lixívia virado ao contrário, nele encaixado. O garrafão, muitas vezes, era achado na ribeira, onde se procuravam os berlindes esquecidos, fornecidos como brindes e que as senhoras nem sempre levavam.
Miúdos que se juntavam, em número variável e nem sempre par, que jogavam mesmo quando a câmara de ar, que ia saindo por um sulco, rebentava, finalmente, dando um fim ao luxo da "bola de couro". Às vezes, a bola era roubada no pinhal, atrás de umas das balizas do clube da terra. Quando a bola era oficial, tudo saía melhor. Quando se jogava de chuteiras ou com luvas, havia um extra de motivação. E estilo.
O talento variava de petiz para petiz. A quem tinha menos, sobrava o esforço e a alegria fugaz quando as coisas saiam bem. Um golo era um monum…
Miúdos que se juntavam, em número variável e nem sempre par, que jogavam mesmo quando a câmara de ar, que ia saindo por um sulco, rebentava, finalmente, dando um fim ao luxo da "bola de couro". Às vezes, a bola era roubada no pinhal, atrás de umas das balizas do clube da terra. Quando a bola era oficial, tudo saía melhor. Quando se jogava de chuteiras ou com luvas, havia um extra de motivação. E estilo.
O talento variava de petiz para petiz. A quem tinha menos, sobrava o esforço e a alegria fugaz quando as coisas saiam bem. Um golo era um monum…