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Não há festa como esta (ou não)...

Leio no rodapé de um qualquer noticiário de uma qualquer televisão que a entrada no parque de campismo da Festa do Avante foi vetado a jornalistas... Pensando num post do companheiro MDA, dá vontade de questionar se a noção demoníaca da propriedade privada se começa a consolidar no insconscente colectivo do militante comunista; ou, por outro lado, se se pretende evitar a demonstração inequívoca de obtusidade adolescente que surgiria das imagens que seriam captadas, distantes do fervor ideológico de tempos idos...

Cromos da bola: Nicolau

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Não há como ressuscitar os velhos clássicos... Este cromo será desconhecido para quase toda a gente, mas corresponde a uma figura presente no anedotário de qualquer bom adepto da Académica (mesmo daqueles que não guardam as notícias de jornal que saem sobre ela). Passo a explicar, Nicolau foi um ponta-de-lança guineense que passou pela Académica na década de 80, e que ficou conhecido por uma habilidade única: não ganhar uma única bola de cabeça, apesar da estampa física que a foto demonstra, pelo facto de nunca conseguir saltar sem encolher o próprio pescoço. No entanto, o seu maior feito, muito embora não o saiba, foi o facto de ter sido responsável pelo baptismo do meu primeiro cão, dada a evidente semelhança entre a tonalidade cromaticamente dissonante do guineense e a pelagem do bicho, o saudoso Nicolau...

PS: Rasztec, parto do pressuposto que nunca deixaste o Nicolau da bola à beira do KO como fizeste ao Nicolau cão...

Definitivamente...

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Há coisas que só acontecem aqui (na Ilha Terceira)... o que nem sempre é, necessariamente, bom...

Estatística psicológica...

Será que aquilo que é, ou tem de ser tomado como, normal tem (mesmo) que ser equivalente àquilo que é a moda, ou seja, àquilo que num cálculo estatístico é o fenómeno mais frequente?... Estou um bocado cansado de permanentemente ser confrontado com um rotundo sim a esta pergunta.

A eterna linha entre o normal e o patológico...

Às vezes gostava imenso de não ter traços obsessivo-compulsivos... Às vezes adorava, mais ainda, não ter conhecimentos sobre psicopatologia que me permitem identificá-los... Às vezes adorava não me sentir obrigado a procurar uma pseudo-perfeição para os meus comportamentos e accções e, obsessivamente, sentir-me obrigado a flexibilizar muitos pensamentos automáticos que tenho. Às vezes adorava não ficar perdido ao esquematizar os meus próprios esquemas quasi-patológicos. É que, às vezes, perco muitas hipóteses de agir espontaneamente e de privilegiar aquilo que entendo ser mais adequado. Às vezes apetece-me mesmo ser rígido, perfeccionista e exigente comigo e com os outros e sublinhar com traço grosso a minha visão das coisas. Quase sempre acho que faz falta, no retrato-robot de muitas pessoas que conheço, uns tracitos daquilo que o DSM caracteriza como patológico...

Basic instinct...

É impressionante a sensação que me fica que a aproximação das eleições regionais açorianas é mais activadora dos instintos mais básicos de sobrevivência de algumas pessoas do que a aproximação de um qualquer fenómeno cataclísmico... Operacionalizando, a velocidade atingida por alguns açorianos na corrida a um lugar nas listas eleitorais (quando mais não seja para obter mais uns dias de férias, fruto da condição de pseudo-político) é exponencialmente superior àquela atingida na fuga desenfread de um fenómeno vulvânico qualquer...

Post número C4-02-GVSJ do procedimento D06-FG...

Há medida que o meu historial profissional se vai consolidando, vou acumulando uma total irritação contra a busca incessante do politicamente correcto e contra o investimento desmesurado na manutenção daquilo que é aparente... Um dos expoentes desses processos é a parafernália de coisas que têm que ser feitas "para constar", ou seja, que não têm interesse prático rigorosamente nenhum e que não contribuem what so ever para o avanço do trabalho, mas que têm de acontecer em nome da ditadura da organização rígida que a burocracia e as mentes obsessivo-compulsivas instaura Por isso, e para que conste, caso seja necessário daqui a 34256 anos quando houver uma eventual inspecção a este blog ou caso um superior hierárquico com uma personalidade obsessivo-compulsiva do tamanho de um prédio de 21 andares se lembre de proceder a uma análise rigorosa dos procedimentos administrativos existentes, aqui fica a minha manifestação de indignação... E o pedido que não me façam perder tempo com…

Sinais de alarme

Quando quase se torna necessário apontar os locais onde apontamos as coisas que temos para fazer nos próximos tempos, algo de mal se passa com o nosso quotidiano e com a nossa capacidade de organização...

Medicina (alternativa)...

Alguém consegue arranjar uma receita infalível para a procrastinação?... Eu até já tirei uns textos e artigos para o computador mas, escusado será dizer, ainda não me consegui obrigar a lê-los...

Recorde olímpico...

Meus amigos, 12 posts numa hora e 48 minutos! Usain Bolt, prepara-te! Be afraid...

Nocturnos (sem ser de Chopin...) III

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Roma, l'a città eterna, pela noite.



Nocturnos (sem ser de Chopin...) II

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Vista das festas na Praia da Vitória, a partir do Monte do Facho.

Nocturnos (sem ser de Chopin...)

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Praça Central de Santa Cruz da Graciosa, na Ilha Graciosa.

Acho que o meu relógio biológico anda estranho...

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J.O.T.

Dado que, ao longo da história dos Jogos Olímpicos, a inclusão de algumas modalidades sempre foi realizada atendendo a critérios pouco claros, proponho, como forma de protesto, a criação dos Jogos Olímpicos Terceirenses, que incluam modalidades adequadas à matriz cultural e à tendência antropomórfica do homus terceirensis... Várias hipóteses, com medalhas garantidas para os prezados desportistas da Ilha de Jesus:
- voyeurismo na Praínha e Silveira;
- número de carros lavados nas manhãs domingueiras, em plena via pública;
- total ausência de utilização do pisca-pisca;
- ocupação da via pública para realização de chamadas telefónicas;
- maior número de acessórios esteticamente discutíveis num mesmo veículo automóvel (categoria reservada aos desportistas de São Mateus e Porto Judeu);
- luta greco-romana com o gargalo da mini;
- dimensão da vermelhidão no corpo em resultado de inúmeros "chapas" após mergulhos inconscientes;
- and so on...

Para que conste...

Para as pessoas que, recorrentemente, me dizem que eu ando a ficar "muito Gato Fedorento" venho por este meio declarar que antes de tal clã de criativos aparecerem, eu já dizia, e me divertia com, coisas estapafúrdias, já apreciava pequenos acontecimentos fortuitos, já me ria sozinho e reparava em coisas que mais ninguém liga, já ligava a pequenas particularidades da Língua Portuguesa… Era só para constar… Vá… Quero ver alguém dizer ao RAP “Meu, estás mesmo Filipe Fernandes!...”

Novo lema olímpico

Novo lema olímpico:

sitius, altius, fortis, foguius (Vanessa Fernandes, 2008).

Ou, em português:

mais longe, mais alto, mais forte, fogo pá!... (Vanessa Fernandes, 2008).

Empreendedorismo português...

Falando em bombeiros, fiquei chocado com a prisão de um soldado da paz em Marvão, Alentejo. Numa altura de crise económica, em que o emprego é um bem precioso, em que António Borges nos recomenda inovação e imaginação na actividade económica, prende-se um homem que criou o seu próprio emprego e que contribuiu para o número de postos de trabalho que o nosso Primeiro-Ministro prometeu criar até ao final do ciclo legislativo. Ok... O homem era bombeiro e ateava fogos, mas não deixou de ser mais empreendedor que muitos...

Chamem os bombeiros...

Voltando aos Jogos Olímpicos, ocorreu-me uma maneira de garantir uma medalha de ouro para a participação portuguesa em Londres 2012... Há que criar condições para que Vanessa Fernandes chegue à medalha mais desejada. O treino é importante, segundo a jovem, o Nestum com mel mais ainda, mas há que alterar a dinâmica da modalidade em que concorre. Há que criar o Tetratlo, ou seja, natação, ciclismo, atletismo e o cálculo do número de vezes em que é dita a expressão "fogo pá!" em declarações à imprensa. Medalha garantida...

Chinesices, vermelhices e afins...

Nos últimos tempos, o meu imaginário, e as minhas horas de sono, têm sido invadidas pelos Jogos Olímpicos. Os JO sempre despertaram em mim um fascínio imenso, pela mensagem que professam, apesar da forma como vão sendo progressivamente desvirtuados. O expoente máximo deste processo foram os últimos JO. Como fã incondicional do fenómeno desportivo que sou, a constatação do aproveitamento político do desporto deixa-me tão satisfeito como a ideia de urtigas em partes privadas. Terei sido só eu que fez uma identificação entre a China e um daqueles casais disfuncionais em que a relação aparenta ser funcional apenas na companhia de outros? Terei sido o único a identificar a China com aquelas famílias que apenas arrumam e limpam a casa quanto têm visitas? Terei sido o único a não conseguir apreciar a beleza siliconada da cerimóia de abertura? Terei sido o único a estar atento?...

Hiato...

Hiato... fiz um hiato na escrita sistemática em blogs em nome próprio... Em respeito pela minha cruzada pessoal de utilização massiva e despropositada de palavras incomuns da Língua Portuguesa (gosto de palavras como profícuo... e agora?!), esta minha criação só poderia começar com algo como "hiato"! E como todo e qualquer hiato que se preze, tem que ter um fim. Este termina com a escrita destas linhas, que começam a traçar as arestas das minhas geometrias variáveis...

1,2,3... Experiência...