Contando a bonita e redonda idade de trinta anos, assisti ao desaparecimento de uma série de ícones musicais do nosso tempo. Recordo a notícia da morte do Carlos Paião (o senhor estava morto quando foi enterrado, ok?), da Amália, do Freddie Mercury (enquanto ia a pé para a escola), do Kurt Cobain ou, mais recentemente, do Michael Jackson, só para citar alguns.
Mas, a acção da senhora da foice (não, não estou a falar da Odete Santos) que mais me marcou, despertando uma nostalgia enorme em mim foi o desaparecimento do senhor que podem ver no vídeo a tocar um invulgar baixo de duas cordas. Mark Sandman foi a alma criativa dos Morphine, uma das bandas mais originais e indefiníveis que já existiram, na categoria daquelas que são muito boas, e que são claramente subvalorizadas. O som é genial e só é pena que a obra tenha ficado por completar...
Convosco, Morphine (Mark Sandman, Billy Conway, Dana Colley).