Caro Senhor Éderzito,
Antes de mais, esclareço que lhe escrevo na condição de adepto e sócio da Académica de Coimbra e que, para mim, mais do que um emblema desportivo, a Académica é uma escola de valores e de ideais, cuja singularidade e valor é, para mim e para todas as pessoas de bem, completamente inquestionável. Feito este intróito, à laia de declaração prévia de interesses, dirigir-lhe-ei algumas palavras, depois de uns dias, ou melhor dizendo de umas semanas, de uma estranha permanência do senhor na mente dos académicos, face às razões pela qual a mesma aconteceu. Esclareço a utilização do adjectivo estranho, para que se perceba o seu alcance… Sempre nos habituámos a admirar o senhor como um exemplo de querer em campo, de abnegação, de alguma qualidade futebolística e como um exemplo de superação de dificuldades na sua esfera pessoal e desenvolvimental, atendendo ao percurso sobejamente conhecido ao longo da sua vida, em que o curto tempo cronológico foi inversamente proporcional…