Como seria genial se um dia se materializasse um ginásio para a mente, um negócio inovador, um franchising que poderia mudar o mundo com a sua proliferação e massificação. Não aquelas xaropadas dos joguinhos da treta, vendidos como estimulantes infalíveis da mente e como promotores mágicos das nossas capacidades, que, no fundo, não se comparam à ginástica cerebral de ler um bom livro ou de ver/compreender um bom filme. Um ginásio onde as pessoas pudessem aprender a ler, ouvir, interpretar e pensar, passando por diferentes "máquinas" e "classes"... Para primeira estação deste roteiro de ginástica mental, colocaria este poema.
Ausência (de Nuno Júdice)
Quero dizer-te umas coisa simples:a tua ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa, por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-t…