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Uma questão que me assalta...

Até quando é que se deseja Bom Ano? Até aos Reis, até ao final do mês, até nos apetecer?

Tchhhhk...

A culpa é como o velcro. Cola, por vezes, quando não queremos e faz muito barulho a descolar. A única diferença é que, nalguns de nós, o barulho é demasiado ensurdecedor.

psilipe, tens lido aquilo que devias?

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Não. Mas estou a arrepiar caminho... 
Terminado há uns dias...


A reler no momento... um tratado para quem se movimento nos meandros da Saúde Mental.


Chegou hoje. Muito curioso por ler.



À espera. Mário de Carvalho é um senhor.


Quem tem medo...

Texto a publicar na revista do Sindicato dos Professores da Região Açores sobre os medos infantis durante o mês de Janeiro. Aqui fica.


A sabedoria popular ensina-nos que a solução infalível para o medo, e para os desafios que nos causa, passa pela adopção de um animal doméstico da espécie Canis Lupus Familiaris, ou seja, um simpático canídeo. E se é certo que, como a grande maioria dos ditos populares, a expressão não deve ser lida pelo prisma da linearidade, é também verdade que , muitas vezes, alguns medos, nomeadamente nas crianças, acabam por ser erroneamente minimizados, nas suas consequências, no sofrimento que despertam, na forma como obstam ao desejável processo de autonomização  e na invalidação que originam, por exemplo, no contexto escolar. Efectivamente, a prática clínica demonstra que muitas situações de absentismo e de insucesso escolar passam pela existência de quadros clínicos de ansiedade nos alunos que, por vezes, acabam por não ser alvos de intervenções adequadas. S…

Uma boa foto para o início do ano...

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Por muito ameaçadora que pareça a dificuldade, há que olhar para cima. Há que fitar o desafio nos olhos com crença na possibilidade de sucesso.
 Devo ser dos poucos, mas estou com uma grande fé naquilo que vamos fazer neste ano de 2013. Mesmo com tudo o que se avizinha. Mesmo com todas as armas de destruição massiva do optimismo, felicidade e plenitude. Procuremos os nossos escudos, as nossas defesas, as nossas coordenadas, os nossos pontos cardeais. Possível... obrigatório.

Foto já com alguns anos... Mérito ao Paulo Soares, emérito escalador e modelo neste registo de que gosto muito.

1984 em 2013

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Numa das suas obras primas, 1984*, George Orwell** criou o conceito de Big Brother, entidade dotada do dom da ubiquidade que, na sociedade futurista retratada no livro, controlava os cidadãos e que lhes estreitava o quotidiano.

Viver numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas permite, instantaneamente, que o conceito orwelliano do Big Brother ganhe um novo significado.

Viver numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas, e ter uma capacidade de observação fora do comum e uma memória estupidamente eficaz para pormenores insignificantes (caras, nomes, matrículas de carros, roupas que as pessoas usam mais,...) leva a que a capacidade "técnica" deste Big Brother seja dotada de invulgar eficácia, com registos de som e imagem muito além daquilo que seria necessário e exigível.

Somado a tudo isto, quando se vive numa ilha de cinquenta e cinco mil pessoas, e quando se trabalha como clínico num concelho de pouco mais de trinta mil pessoas, este Big Brother adquire o mais sofisticado sis…

E o primeiro dia do ano passou-se assim...

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Muito bem.

Um bom conselho para 2013...

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1 de Janeiro de 2013. Conduza (o ano) com precaução. Um bom conselho. Há que conduzi-lo e não deixar que ele nos conduza. Possível... obrigatório.


Uma esperança para o leão ferido

O GV apoia o movimento de apoio da candidatura de Artur Baptista da Silva à Presidência do Sporting.

https://www.facebook.com/ABSparaSCP

Os sapatos de princesa ou a evidência do fim do mundo que se aproxima...

A patroa está quase, quase a conseguir vestir os "sapatos de princesa" (calçado usado num casamento em que a Mariana serviu de menina das alianças") para irmos jantar a casa de uma amiga. Penso que será um sinal, pela improbabilidade do acontecimento (principalmente, porque implica abdicar dos sapatos que piscam com luzinhas), que, afinal, a cena do fim do mundo é para a passagem de ano açoriana.

Aproveitai as últimas seis horas.

Já agora, e se o meu prognóstico não se concretizar, aqui ficam os desejos psilípticos de Bom Ano para nós todos... que 2013 troike as voltas às coisas menos boas e a tudo o que cheirar a pessimismos e afins.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - V

Hoje aprendemos, mais uma vez, que é possível ter nomes muito mais giros do que aqueles que nos colocam aquando do registo civil, por vezes para conseguir contentar toda(s) a(s) família(s), e gostar disso.

É possível criarmos nomes bem criativos e rirmos com isso. Digam lá que "Mariana Fernandes Bonita Ranhoca Gata Coelha Super Ovelha" não é um nome bem catita?

O Carnaval é quando o Sporting quiser...

Hoje em dia, ver um jogo do Sporting assemelha-se a uma ida outonal ao Carnaval da Mealhada. As outras equipas, aquelas que o defrontam, transformam-se, invariavelmente, noutra coisa que não são. No entanto, a coisa é um bocado monótona. Transformam-me sempre no Barcelona.

Onde fica a nossa terra...

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Hoje, numa extraordinária visita a uns amigos de infância*, disseram-me que a nossa terra é aquela onde ganhamos dinheiro. Não. A nossa terra é aquela em que nos sentimos bem, aquela cuja ausência nos dói, e onde estão aqueles de quem gostamos, aqueles cuja ausência nos dói.

Mais de sete anos depois de iniciar a saga** terceirense, começo a possuir duas "terras". Começo, começamos a aceitar uma saudável convivência de Coimbra e da Terceira, como lares, apropriados e entendidos como tal. Mas, não há amor como o primeiro...

E que bela fica Coimbra retratada com o belo Mondego como moldura.

Coimbra é única.







* Continua a ser extraordinário, poderoso e energizante o modo como a saga terceirense** não impede que alguns laços se percam, não impossibilita que algumas pessoas existam no nosso mundo interior, qual contra-resposta a um tratado de Tordesilhas interior que, por vezes, acabo por fazer.

** Por muito que custe assumir, começa a ficar claro que a expressão "saga tercei…

psilipe, continuas sem gostar do Instagram?

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Sim.


psilipe, gostas do Instagram?

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Não.


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - IV

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Hoje aprendeu-se que é possível que uma garota de quatro anos aprecie quase todas as músicas de um álbum do Sérgio Godinho. Aqui ficam duas das preferidas: "Primeiro gomo da tangerina" ou, em Marianês, "A música da menina" e "O coro das velhas" ou, em Marianês", "coro das velhas".



Aculturação terceirense - III

Coimbra tem uma artéria de trânsito importante chamada Avenida Fernão de Magalhães. A rota para o centro da cidade, quer para a Baixa, quer para a Alta, implica passar por ela, nomeadamente para quem provém da zona onde mora a mãe de psilipe. Tem três faixas e prolonga-se da entrada da cidade até às imediações do Rio Mondego. Sempre foi percorrida por psilipe com uma assinalável habilidade automobilística, por vezes injustificada face à relativa pacatez do tráfego, mesmo em alturas de maior congestionamento.

Nestas férias, a Fernão de Magalhães assemelhou-se, para psilipe, a uma agitada artéria de uma qualquer metrópole mundial.

psilipe ainda colocou, durante uns segundos, a hipótese de uma estranha sucessão de ângulos mortos, resultado de um qualquer inusitado alinhamento cósmico, lhe estar a pregar uma partida.

psilipe, após alguns segundos, concluiu que a circulação pelas ruas terceirenses, com o expoente máximo do congestionamento na Ladeira de São Francisco, começa a deixar marca…

Aculturação terceirense - II

Mariana para a prima, enquanto disputavam um acessório para o cabelo:

Princesa Mariana: "Nonô, está ali uma prisão..."
Princesa Leonor: "Mariana, isso é um ganchinho..."

Aculturação terceirense - I

Passar quinze minutos à procura do carro num centro comercial, depois de um excelente almoço com velhos amigos. Perceber que estava no andar errado do estacionamento. Ter necessidade de telefonar à patroa, de quem me tinha separado há meia hora, para ter uma explicação do local onde deixámos o carro. Demorar mais cinco minutos até conseguir o carro. Ligar a uma amiga terceirense, A. P.,  a relatar o sucedido, entre risos cúmplices. Ter que concordar com ela:  o raio de acção de psilipe, no que toca a espaços comerciais, passou a ser o Modelo de Angra do Heroísmo.

Boas Festas e um 2013 do catano

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Chegados aos últimos suspiros de Dezembro, aqui ficam os desejos psilípticos de um Natal pleno de coisas boas e de um Ano de 2013 que supere, em muito, qualquer um dos seus antecessores.

Numa das suas músicas, o Mestre Sérgio Godinho diz-nos que:

"Triste, é muito triste, é demasiado triste,  Quanto tudo o que existe, tudo parece, O triste vermelho do SOS"
Que consigamos, no ano que se avizinha, sublimar o medo, a tensão e a incerteza e transformá-las em coisas boas e importantes, que nos preencham e nos façam felizes. Que consigamos não nos cegar pelos constantes SOS com que somos confrontados.

Sim... (ainda) é possível. Sim... é obrigatório.

Afinal o fim do mundo...

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... foi, apenas, o primeiro dia do resto do mundo.


Uma altura lixada para crises de identidade...

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O enigma de olhar para nós...

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A mudança não tem limites...

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O fim do mundo... ou não...

Hoje ouvi, numa consulta:

"Se o mundo fosse acabar em 2012, a Maya não tinha feito as suas previsões para 2013. É mesmo mentira!"

Sim. Podemos ficar descansados. Felizmente, as crianças, mesmo aquelas que lutam contra as suas dúvidas, conseguem descobrir a luz no meio da escuridão da irracionalidade do medo.