Uma revisão de um texto escrito há uns tempos sobre o stress traumático...
Controlar, adivinhar, assegurar, prever… alguns dos verbos que, comummente, pululam no nosso discurso, numa tentativa de sublimação da influência que o factor incerteza, que o factor dúvida tem no nosso funcionamento e no nosso equilíbrio interior, face ao futuro e a tudo o que o mesmo pode acarretar. No entanto, e apesar dos esforços que possamos fazer para controlar tudo aquilo que nos acontece, num movimento para evitar o confronto com a dureza do impacto dos eventos imprevisíveis e ameaçadores, estamos (felizmente) condenados a situações, cenários, experiências que fogem ao nosso controlo e que não conseguimos, de todo, adivinhar ou prever.
Alguns estudos demonstram que, ao longo do seu percurso de vida, um indivíduo tem uma percentagem a rondar os setenta por cento de se confrontar com um acontecimento traumático. O mesmo será dizer que existe uma elevada probabilidade de se confrontar com um cenário, com u…