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O ponto negro: alguém sabe o que é?

Ter calcorreado os trilhos do mundo durante mais de trinta anos tem sido manifestamente insuficiente para resolver, de uma forma minimamente satisfatória, algumas questões. Uma delas, que encerra em si mesma uma míriade de mistérios insondáveis, prende-se com o carácter magnético que tem para a mulher toda e qualquer imprecisão epidérmica que um espécimen do género masculino possua...

Para mal dos nossos pecados (e a utilização da primeira pessoa do plural pressupõe uma quasi-certeza que não estarei sozinho), o conceito de imprecisão epidérmica é entendida de forma lata, incluindo a borbulha, a "pelezinha", a espinha e o ponto negro, a "besta negra" de qualquer ser humano do género masculino. Aqui impõe-se uma questão: mas, afinal, o que é um ponto negro? Allways know your enemies...

Eu sinto-me desprotegido porque continuo sem saber o que é um ponto negro, nem quais as estratégias adequadas à sua neutralização. Conheço muito poucos homens que o sabem… Efectivamente,…

Pode um carro ser mais do que um carro?

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Este carro, um Carocha de 1952, é mais do que um veículo automóvel, é um repositório de memórias, de histórias e de significados.
Há objectos que têm história. Outros há que contam parte da nossa história e que são símbolos de muito daquilo que somos. 
E causam saudades. Muitas.






Se a eficiência administrativa fosse um critério para a elevação a Património Mundial...

... a candidatura da Universidade de Coimbra teria tido um desgosto. E dos grandes. O problema seria maior se fosse preciso emitir uma certidão a atestar esse facto...

Percebemos que crescemos, e que algo mudou, quando...

... passamos por uma multidão de recém-universitários, nas filas para as matrículas da Universidade de Coimbra, e nos colocamos, um raciocínio empático, no lugar dos seus pais, que aguardam nos carros e nos muros das imediações, e não dos imberbes petizes à beira de mais uma transição na sua vida.

Quando nos colocamos no lado do nervosismo dos pais e não da excitação dos petizes.

Sim... as nossas transições de vida também se fazem, com algumas pseudo-praxes pelo caminho.

Alguns pormenores do Caramulo

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Casa de Nossa Senhora da Saudade (que penso ter sido usada como unidade de tratamento para a tuberculose) que fica muito perto da Casa de Saúde do Parque).


Placa da Avenida Abel de Lacerda.


Fachada do Sanatório Jerónimo Lacerda (também conhecido por Grande Sanatório após a designação Estância Climatérica do Caramulo).



Pormenores do Sanatório da Bela Vista.




Mais um regresso ao Caramulo

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Uns dias pelo Continente permitiram um regresso ao Caramulo e ao seu encanto.

Regresso, a princípio, triste dada a devastação provocada pelo flagelação provocada pelos incêndios. O fogo esteve à porta da Vila do Caramulo e e de muitas das aldeias que se situam nas suas imediações.
A visita deu para uma visita ao MotorFestival do Caramulo, um paraíso para qualquer adepto de carros clássicos. Espectacular trabalho da equipa do Museu do Caramulo, um interessante museu com uma extraordinária história.
Uma instituição que continua a colocar o Caramulo no mapa, trazendo ao meio da serra dezenas de milhar de pessoas por mês, cumprindo os desígnios dos seus mentores (Abel e João Lacerda) e confirmando a sua visão de futuro.
Uma instituição que deu significado à palavra resiliência, colocando, da mesma fora, no terreno um interessante evento automóvel sem ceder ao peso da tragédia e do flagelo, injectando vida e dinâmica no Caramulo, desencadeando uma onda de angariação de fundos que, em pouco…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXIV

Que a língua inglesa está a necessitar de uma revisão, no sentido de se tornar verdadeiramente clara.

Que, quando queremos dizer "gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Álave-iu".

Que, quando queremos dizer a alguém "não gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Dezalave-iu".

Simples.

"E tantos anos depois, faz sentido que as coisas me doam como naquele dia?"

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Sim. Há coisas que tocam, mesmo, na ferida.



Mariana: update Setembro '13

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Uma princesa no topo do mundo (@ Pico Gaspar), depois de uma subida a um "falcão" (ou seja, vulcão em Marianês).




As datas lembradas...

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Há uns tempos, numa consulta, uma senhora falou-me nas "datas lembradas", a propósito dos seus lutos. Datas em que a firmeza do processo de gestão da perda enfrenta uma torrente inevitável de memórias e dor naquilo que, por vezes, acaba por originar uma re-experienciar do processo de luto. Datas em que a cicatriz se agiganta e se procura metamorfosear numa anacrónica ferida.

Relembrar que as datas lembradas são um desafio, é algo que faço quase diariamente por obrigação profissional. As datas lembradas testam a estreiteza dos nossos evitamentos e questionam os nossos limites. Tornam-nos mais humildes perante a dificuldade, tornam-nos mais humanos perante aquilo que (ainda) nos dói.

As datas lembradas, simplesmente, ferem a cicatriz ou, de forma diferente, obrigam-nos a olhar para a ferida?

As datas lembradas obrigam-nos a lembrar essa dúvida. A única certeza é que doem.

Hoje é uma data lembrada.

Hoje é "a" data lembrada, hoje lembro aquilo que não esqueço.


Ouço na mesa ao lado do café...

"Estes funcionários públicos não fazem nada há anos e ainda se queixam das quarenta horas!".

Amanhã travar-se-á mais um dia na cruzada contra o estereótipo na Canada dos Melancólicos, Angra do Heroísmo.

Como fazer com que a princesa coma fruta?

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Simplesmente, tornar a fruta divertida.
Funcionou.

O que é um pai?

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Alguém que a ajuda a concretizar aquilo que, por vezes, parece impossível.

Alguém que dá "asas", sempre que é preciso, ou seja, sempre.


Está quase...

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... mas ainda faltam uns dez quilos.

Boca santa *

“O arquiteto deve resistir à tentação de pôr a assinatura, às vezes também dizem deixar a marca. Aqui o que é preciso é rigor e restabelecer o que era a arquitetura, neste caso belíssima”.

Frase de Siza Vieira, na apresentação do seu Projecto para o Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo.

Chapeau.

Espero que o tenham poupado a uma visita às (eternas) obras da nova Biblioteca e Arquivo Público de Angra do Heroísmo.

Seria pior que uma prova de esforço. Um homem daquela idade podia ter uma coisa má perante tal cenário.

* Expressão terceirense utilizada quando alguém diz algo absolutamente certo.

Pedal'Açores!

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Expect the unexpectable...

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Mariana:update Agosto '13

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Um projecto que conta com a colaboração deste vosso escriba...

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... em destaque no jornal Açoriano Oriental. O projecto chama-se Pedal'Açores e tem levado o grande Márcio a percorrer quilómetros nos Açores, de bicicleta, com o objectivo de percorrer todas as ilhas, num mínimo de 900 quilómetros e de lançar a discussão sobre a mobilidade na Região, enfatizando a utilização da bicicleta em particular.
Hoje, o Projecto foi alvo de destaque. Um bom reforço e uma boa oportunidade para colocar as pessoas a pensar e, idealmente, a pedalar.

psilipe, apanhaste trânsito hoje?

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Sim. A Serreta estava do piorio.




Um filme que (me) diz muito...

Ser alquimista da mente traz muitos bons momentos. Partilhados, não vividos de forma umbiguista, na lógica de uma construção de conjunta e de um processo contínuo de ultrapassagem de dificuldades vistas, tantas vezes, como intransponíveis.
Ser alquimista da mente é uma responsabilidade. Ser alquimista da mente leva a que sejamos "o herói" de alguns miúdos. 
Ser alquimista da mente é coisa séria. Mesmo.
Ser alquimista da mente dá-nos a feliz oportunidade de sermos actores secundários em filmes como o que aqui vos deixo. E, atenção, apenas actores secundários. Nunca mais que isso (por muito tentador que seja)... E é.

Terceira # 26

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Terceira # 25

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Um registo de uma bela tarde em casa de gente boa, com direito a tourada à corda pelo meio. Pelo meio, captou-se esta fotografia. Ao espelho... ou quase.

A solução para os problemas do país está no elevador do meu prédio...

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... desde que não implique reuniões com mais de seis pessoas. O "serviço de entendimento permanente", possível de ser acedido no ascensor, é a verdadeira via para o consenso.
Senhores, dirijam-se a Angra do Heroísmo. O país aguarda.


Longe da vista, demasiado perto do coração?...

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Um texto sobre Ansiedade de Separação nos miúdos deste vosso escriba... A foto também é da casa.

O aparecimento de sintomas de ansiedade é algo relativamente comum nas crianças, existindo, inclusivamente, alguns medos de cariz desenvolvimental, cujo aparecimento e manutenção se encontram intrinsecamente relacionados com o processo de crescimento e com o (necessário) confronto com os desafios que o mesmo implica. Surgem, complicam a vida dos petizes e, paralelamente ao crescimento, vão-se desvanecendo, não se constituindo, a prazo, como um problema que justifique atenção clínica.

A separação dos pais ou de outras figuras de referência afectiva, e os medos que a mesma implica, constituem um dos cenários ansiógenos com que todos tivemos que nos confrontar, aprendendo que, quando aqueles que de nós gostam estão longe da vista, continuam perto do coração, e que a distância não significa a colocação em risco da integridade física dos nossos, nem da integridade do vínculo afectivo que nos une…