Mensagens

Como dira Jorge Jesus, a Terceira é...

... muit'à linda.
Um bom vídeo promocional, talvez o melhor que já vi, que revela, com boas imagens, o cantinho do Céu que é a Terceira.
Para aqueles que nunca cá vieram, aviso, ver este vídeo é uma condenação à inveja.

Hoje foi um dia histórico...

... para o desporto português.

Durante o dia de hoje, o tenista João Sousa venceu um torneio do ATP Tour pela primeira vez na história do ténis português e o ciclista Rui Costa conquistou, de forma retumbante, o Campeonato do Mundo de Elites de Ciclismo.

Espero, com curiosidade, as capas dos jornais desportivos de amanhã...

Hoje houve um candidato digno das Geometrias Variáveis!

Hoje, no concelho do Redondo, o vencedor foi um senhor chamado Paulo Recto.

A constatação de uma ironia (ainda a propósito do aumento do horário de trabalho para as 40 horas)...

É uma doce ironia que, amanhã, no dia em que iniciaria o novo horário de trabalho, com as propaladas oito horas (formais) por dia, que acabe por sair ao meio dia.

Amanhã é dia de tolerância de ponto, pelo que saio ao meio dia (quer queira, quer não) por causa de umas festas às quais nunca fui.

Isn´t this ironic?...

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXVI

Mariana: "O que é votar?" Pais da Mariana: "É participar nas decisões importantes da nossa cidade e escolher as pessoas que vão tratar bem dela... É uma coisa muito, muito importante." Mariana: "Onde é que se vuta?"
Que, por vezes, as princesas de três anos e sessenta por cento dos eleitores podem ter muito em comum, na forma como têm dificuldade em pronunciar alguns verbos. Por exemplo, o verbo "votar".

"Hoje é dia de eleições" ou "Hoje é um Domingo em que se fala sobre coisas chatas na televisão durante montes de tempo" ?

Leio que, até ao meio-dia, votaram, nos Açores, menos de vinte por cento dos eleitores e lembro os meus avós. Lembro o fato escuro, a gravata do meu avô e a roupa cuidada da minha avó.

Votar era algo digno de registo. Um direito e um acto solene, valorizado por quem sabia o que significa viver sem poder votar, querendo fazê-lo.

Vou votar à tarde. Temo que não serei acompanhado por muitos "nouveau riche" da Democracia, aqueles a quem o meu avô gostaria de dizer das boas. E faria bem.

O grande dilema da aplicação das 40 horas semanais é...

... o deve e haver entre o volume de ganhos de produtividade e o inevitável aumento de despesas de saúde que surgirão, nomeadamente em consultas médicas (Fisiatria e Ortopedia) e de fisioterapia.

Sim. Os arautos da produtividade e os apologistas da mudança no horário de trabalho da Função Pública estimam em vários milhões de euros a poupança, actual e futura, que advirá das mudança que hoje se iniciaram.

No entanto, ponderando o aumento do tempo em que as pessoas ficarão em pé, de dedo em riste perto do leitor biométrico ou do relógio de ponto, de um quarto de hora para uma hora e um quarto, temo que as dores, as tendinites, as varizes e as artroses que surgirão tornarão esta mudança estrutural bastante problemática e dotada de um inusitado duplo significado.

Por um lado, a mudança mais perene produzir-se-á na estrutura óssea das pessoas e, por outro, o volume de gastos de saúde que a avalanche de maleitas que aí vêm tornará os apregoados ganhos de produtividade uma singela ninharia.


Académica vs Real Madrid

Se a Académica, há uns insignificantes onze meses, venceu o Atlético de Madrid por uma confortável vantagem de dois a zero, e se o Atlético de Madrid venceu, hoje, o Real Madrid um um a zero, isso só poderá querer dizer que CR7, Khedira ou Sergio Ramos têm muita, muita sorte em não pisarem o Municipal de Coimbra.

Seriam três secos, pelo menos.

A moda dos calções...

Já tinha, aqui, partilhado a minha inquietação com as leggings, em que me parece que muitas senhoras acabam por sair de casa com uma peça de roupa a menos (por exemplo, uma saia ou umas calças)...

Cada vez me inquieta a moda dos calções curtos. É que dá-me ideia, por vezes, que as pessoas saem de casa sem mudar de roupa ao acordar, mantendo o pijama de Verão.
Serei só eu a achar isso?


O Juramento de Hip...

Serei o único que, quando tenho que lembrar do nome do juramento da classe médica, me lembro, primeiro, da palavra "hipócrita", fazendo, posteriormente, uma transformação mental da palavra no termo Hipócrates?

Curiosamente, não se inicia esta estratégia de evocação de memória com a palavra Hipólito.

Pois...

Ouvido hoje num serviço público em que fui fazer uma palestra...

"Isso das 40 horas de trabalho?! Lá terei que fazer duas horas de almoço..."

As facturas (caras) da desilusão

Leio no blogue do amigo André um desabafo de um dos "meus" emigrantes que aludi um destes dias, onde faz referência a um texto que escrevi, há quase dois anos, a que chamei "O Dia da Amputação"*.

Leio de viva voz aquilo que sente alguém que, legitimamente, sente que o país o desiludiu e que procura uma merecida certeza de realização pessoal e profissional.

Leio que tem vontade de colocar os sonhos na gaveta. Disse-lhe que, por muito que nos queiram castrar, nunca podemos ceder à tentação auto-flagelante de guardar os sonhos na gaveta. Continuo a sentir-me tão amputado como me sentia na altura em que escrevi o texto que ele realçou (do qual me orgulho, sinceramente). Continuo a sentir uma sensação de estranheza com os noticiários e jornais, com a forma como o incompreensível e inverosímil se torna o "prato do dia".

Temo, como ele, o impacto nas vidas, na vivência subjectiva de tantos e tantas desta espiral em que participamos. Temo que seja demasiado maio…

Quando nos resgatam disto?

O L. oscila entre a Austrália e a Inglaterra, o M. não sai de Angola nem que lhe paguem (mesmo com uma vida longe de perfeita), o B. habita entre França e Suíça, o E. divide-se entre Espanha e Portugal, o S. só não muda de vida porque não consegue, a S. partiu para Cabo Verde à procura de algo mais.

Muitos outros partem, sem vontade de regressar. Vou sabendo deles e das suas partidas para outras paragens, em busca de dignidade.

Quem resgata este país e, já agora, esta geração (e, quiçá, as próximas)?

Era um esquadrão de ninjas, por favor...

Num dia em que percebemos que Jorge Jesus será constituído arguido por agressão a um polícia, que o presidente da Associação de Futebol de Lisboa troca acusações de agressão com dirigentes do Porto, que Marco Silva insulta à descarada o opositor aquando de um golo, que Paulo Fonseca atira em todas as direcções depois de um mísero empate e que Costinha tem que ter protecção policial para chegar a casa inteiro, penso que só irei ao futebol depois da eleição de Manuel Almeida, candidato do PTP a Vila Nova de Gaia, para Presidente da Liga Portuguesa de Futebol.


Só com ninjas é que isto lá vai. E muitos, espero.

Quero a minha Académica de volta...

Este início de época tem significado um confronto directo com muitas dores de alma que trago há algum tempo, anestesiadas pela épica conquista da Taça e pela carreira na Liga Europa.

Mau futebol, estranhas opções na equipa e no próprio plantel e a constatação de uma identidade descaracterizada. Uma Direcção que continua a dividir e a reinar cada vez menos e a prossecução de uma cisão entre a cidade, os adeptos e a Académica.

Estou muito preocupado neste início de época. Ficarei preocupado mesmo que ganhemos uns jogos. A questão vai muito além da questão desportiva, bem como as minhas inquietações.

Que saudades de equipas da Académica, competitivas com bom futebol, com doze, treze, catorze atletas-estudantes… Que vergonha sinto quando vejo reportagens em que precisamos de “apropriar” o curso do Capela na Univ. Minho para ter uns três ou quatro estudantes no plantel.

Sou tudo menos xenófobo (recordo com saudade muitos atletas estrangeiros na Académica) mas não concebo uma política de contra…

O ponto negro: alguém sabe o que é?

Ter calcorreado os trilhos do mundo durante mais de trinta anos tem sido manifestamente insuficiente para resolver, de uma forma minimamente satisfatória, algumas questões. Uma delas, que encerra em si mesma uma míriade de mistérios insondáveis, prende-se com o carácter magnético que tem para a mulher toda e qualquer imprecisão epidérmica que um espécimen do género masculino possua...

Para mal dos nossos pecados (e a utilização da primeira pessoa do plural pressupõe uma quasi-certeza que não estarei sozinho), o conceito de imprecisão epidérmica é entendida de forma lata, incluindo a borbulha, a "pelezinha", a espinha e o ponto negro, a "besta negra" de qualquer ser humano do género masculino. Aqui impõe-se uma questão: mas, afinal, o que é um ponto negro? Allways know your enemies...

Eu sinto-me desprotegido porque continuo sem saber o que é um ponto negro, nem quais as estratégias adequadas à sua neutralização. Conheço muito poucos homens que o sabem… Efectivamente,…

Pode um carro ser mais do que um carro?

Imagem
Este carro, um Carocha de 1952, é mais do que um veículo automóvel, é um repositório de memórias, de histórias e de significados.
Há objectos que têm história. Outros há que contam parte da nossa história e que são símbolos de muito daquilo que somos. 
E causam saudades. Muitas.






Se a eficiência administrativa fosse um critério para a elevação a Património Mundial...

... a candidatura da Universidade de Coimbra teria tido um desgosto. E dos grandes. O problema seria maior se fosse preciso emitir uma certidão a atestar esse facto...

Percebemos que crescemos, e que algo mudou, quando...

... passamos por uma multidão de recém-universitários, nas filas para as matrículas da Universidade de Coimbra, e nos colocamos, um raciocínio empático, no lugar dos seus pais, que aguardam nos carros e nos muros das imediações, e não dos imberbes petizes à beira de mais uma transição na sua vida.

Quando nos colocamos no lado do nervosismo dos pais e não da excitação dos petizes.

Sim... as nossas transições de vida também se fazem, com algumas pseudo-praxes pelo caminho.

Alguns pormenores do Caramulo

Imagem
Casa de Nossa Senhora da Saudade (que penso ter sido usada como unidade de tratamento para a tuberculose) que fica muito perto da Casa de Saúde do Parque).


Placa da Avenida Abel de Lacerda.


Fachada do Sanatório Jerónimo Lacerda (também conhecido por Grande Sanatório após a designação Estância Climatérica do Caramulo).



Pormenores do Sanatório da Bela Vista.




Mais um regresso ao Caramulo

Imagem
Uns dias pelo Continente permitiram um regresso ao Caramulo e ao seu encanto.

Regresso, a princípio, triste dada a devastação provocada pelo flagelação provocada pelos incêndios. O fogo esteve à porta da Vila do Caramulo e e de muitas das aldeias que se situam nas suas imediações.
A visita deu para uma visita ao MotorFestival do Caramulo, um paraíso para qualquer adepto de carros clássicos. Espectacular trabalho da equipa do Museu do Caramulo, um interessante museu com uma extraordinária história.
Uma instituição que continua a colocar o Caramulo no mapa, trazendo ao meio da serra dezenas de milhar de pessoas por mês, cumprindo os desígnios dos seus mentores (Abel e João Lacerda) e confirmando a sua visão de futuro.
Uma instituição que deu significado à palavra resiliência, colocando, da mesma fora, no terreno um interessante evento automóvel sem ceder ao peso da tragédia e do flagelo, injectando vida e dinâmica no Caramulo, desencadeando uma onda de angariação de fundos que, em pouco…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXIV

Que a língua inglesa está a necessitar de uma revisão, no sentido de se tornar verdadeiramente clara.

Que, quando queremos dizer "gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Álave-iu".

Que, quando queremos dizer a alguém "não gosto de ti" em Inglês, dizemos: "Dezalave-iu".

Simples.

"E tantos anos depois, faz sentido que as coisas me doam como naquele dia?"

Imagem
Sim. Há coisas que tocam, mesmo, na ferida.



Mariana: update Setembro '13

Imagem
Uma princesa no topo do mundo (@ Pico Gaspar), depois de uma subida a um "falcão" (ou seja, vulcão em Marianês).




As datas lembradas...

Imagem
Há uns tempos, numa consulta, uma senhora falou-me nas "datas lembradas", a propósito dos seus lutos. Datas em que a firmeza do processo de gestão da perda enfrenta uma torrente inevitável de memórias e dor naquilo que, por vezes, acaba por originar uma re-experienciar do processo de luto. Datas em que a cicatriz se agiganta e se procura metamorfosear numa anacrónica ferida.

Relembrar que as datas lembradas são um desafio, é algo que faço quase diariamente por obrigação profissional. As datas lembradas testam a estreiteza dos nossos evitamentos e questionam os nossos limites. Tornam-nos mais humildes perante a dificuldade, tornam-nos mais humanos perante aquilo que (ainda) nos dói.

As datas lembradas, simplesmente, ferem a cicatriz ou, de forma diferente, obrigam-nos a olhar para a ferida?

As datas lembradas obrigam-nos a lembrar essa dúvida. A única certeza é que doem.

Hoje é uma data lembrada.

Hoje é "a" data lembrada, hoje lembro aquilo que não esqueço.