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E se começássemos tudo outra vez?

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Que iniciemos com um Bom Natal e um Ano Novo do catano, uma jornada em que nunca nos falte o realismo, a perserverança, a esperança e o amor.

Sim. É possível, por muito que nos queiram convencer do contrário.

Olhemos, sempre, para cima!

Boas Festas.

Preparai a fita-cola...

Um bom livro / uma boa prenda de Natal / um grande escritor

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Testemos, em conjunto, os limites do humor e da ironia

Houve, hoje, um trágico naufrágio que desgraçou a vida a uma série de famílias nesta quadra natalícia.

O naufrágio aconteceu nas imediações da praia do CDS.

A mimetização da realidade numa trágica ironia.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXV

Que até os problemas aparentemente irresolúveis podem ter solução.

Que os constrangimentos das opções de vida não superam a solidez daquilo que conta.

Que, reconheça-se, temos uma garota impecável.


Viagem de carro da casa de uns avós para casa da outra avó.

Mariana: "As pessoas que estão longe estão nosso coração... Não há problema estarmos longe porque elas estão, sempre, no nosso coração."

Pais sortudos de Mariana: "Muito bem..."

Mariana: "No nosso coração cabem todas as pessoas que gostamos..."

Tiririri... tiririri...

Há poucas coisas mais irritantes no mundo do que o som que a Bimby faz quando acaba de cozinhar ou lá o que é que ela faz.

No momento, não me lembro de nenhuma.

Para quando uma Bimby com opção de escolha de sons, como acontece com os telemóveis.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXIV

Que a aprendizagem da frustração se faz nas mais pequenas coisas.

Que os nossos sonhos são bem mais difíceis de atingir do que nós gostaríamos.

Que um abraço de família é sempre um bom remédio.


Princesa Mariana irrompe pela sala, em lágrimas, depois de estar deitada há uns dez minutos...

Mariana: "Estou muito triste..."

Pais da Mariana, em sobressalto com a tristeza do seu rebento: "O que se passou, Mariana?!"

Mariana: "Não consigo ter o sonho que queria (lágrimas)... vou ter sonhos que não quero..."

(Abraço de família)

Mariana: "Posso dar-vos beijinhos?"

Claro que sim. Sempre.

A Central B...

Todo o nosso percurso de vida é feito de lugares. Lugares que marcam, onde aprendemos, onde sentimos, onde partilhamos, onde nos fazemos.

A casa, os locais de família ou a escola são exemplos de lugares que, de forma indelével, deixaram marca na matriz de cada um de nós.

No meu caso, e quiçá de alguns que tenham a distinta pachorra de ler estes meus devaneios, a Central B, do antigo Calhabé, é um desses lugares.

Lugar de aprendizagem daquilo que significa a Académica, de partilha de momentos únicos, de comunhão com quem me ensinou a ser da Briosa, de compreensão do amor a um clube e a uma Causa. Lugar de salutar convívio e de convulsão emocional a reboque da irracionalidade de quem ama.

Esta Segunda-Feira, muitos anos depois, pude regressar a este lugar, em pleno peão do Estádio do Bonfim.

Mau grado a derrota, ficou, para mim, uma bela jornada académica, a qual agradeço a muitos dos que passam pelo blogue Simplesmente Briosa e que, estoicamente, marcaram presença. As boleias para Setú…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXIII

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Que é perfeitamente possível simular ensaios nucleares, um motim num qualquer estabelecimento prisional e/ou catástrofes naturais de dimensão considerável no conforto do nosso lar.

Para tal, basta que haja uma Princesa que, fazendo quatro anos, queira festejar com os amigos.


Durante o cataclismo.


Depois das operações de paz e limpeza.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXXII

Mais uma vez, que a aculturação não conhece limites.

Que, isso, é bem giro.


Mariana: "Papá! Não é essa..."

Papá: "Qual é?"

Mariana: "É aquela! A mais pechinchinha..."

O "Perfect Day" da Académica

Algum tempo depois, a Briosa, como senhora romântica que se preze, faz a justa homenagem a Lou Reed, recentemente falecido, mesmo interpretando um dos seus mais conhecidos hinos “a Capela”.

Foi um “Perfect Day”… Há muito mérito na vitória de ontem, ao contrário dos papagaios paineleiros que só atendem ao demérito do adversário, em mais uma demonstração de estreiteza mental.

Ganhar contra tudo e contra todos tem, ainda, mais sabor, e torna o dia ainda mais perfeito.

Sérgio Conceição, e toda a equipa, esteve muito bem. Reconheça-se a exibição globalmente muito positiva, com uma clara subida de rendimento de unidades, até agora, em claro sub-aproveitamento (Marcelo ou Abdi, por exemplo).

Ricardo, Fernando Alexandre, Makelelé, os dois centrais e mesmo o esforçado Magique com nota alta. Um gosto.

Dou a mão à palmatória por Djavan. Boa exibição, com uma consistência defensiva até agora inexistente. Uma boa surpresa, a milhas do jogador nervoso e trémulo do jogo com o Sporting. Está-se a faz…

Nuno Júdice

Num dia de consagração internacional de Nuno Júdice, agraciado com o Prémio Raínha Sofia, deixo um poema seu, que muito aprecio.


Ausência 

Quero dizer-te umas coisa simples:a tua  ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,  por isso, de deixar alguns sinais - um peso nos olhos, no lugar da tua imagem, e um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes tivessem roubado o tacto. São estas as formas do amor, podia dizer-te; e acrescentar que as coisas simples também podem ser complicadas, quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade. Porém,  é o sonho que me traz a tua memória; e a realidade aproxima-me de ti, agora que os dias correm mais depressa, e as palavras ficam presas numa refracção de instantes, quando a tua voz me chama de dentro de mim - e me faz responder-te uma coisa simples, como dizer que a tua ausência em dói.

Mariana: update Novembro '13

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Portugal ou o nosso país bizarro

Temo o dia em que a Princesa suba mais alguns degraus na escada do desenvolvimento e da clarividência e lhe tivermos que explicar que a trouxemos ao mundo num país em que os polícias se sentem roubados, em que o Governo não quer, conscientemente, seguir as leis, em que os professores têm que fazer testes dignos de adolescentes para ensinarem adolescentes, em que os seus pais são tidos por perigosos e preguiçosos pelintras, pelo simples facto de serem funcionários públicos e em que quem de direito é fraco com os fortes e forte com os fracos.

Temo o dia em que tivermos que a fazer crer que tudo isto faz sentido e que não se trata de uma versão bizarra de um país a sério.

O que se aprendeu. hoje, com a Mariana... - XXXI

Que a aculturação não tem limites.

"Papá, isto é taaanto grande!..."

Está aqui tudo...

"Não pode haver razão para tanto sofrimento. 
E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. 
Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. 
Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... 
Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar..."
José Mário Branco (um génio) em "FMI".
Como diria uma pessoa que conheci recentemente, e a quem apresentei esta música, "é assustador como esta música tem mais de 30 anos". A H. V. tem, mesmo, toda a razão.

O Governo Português...

... é, no fundo, um aspirante a realizador de cinema.

Todas as cenas acabam com a palavra "corta".

Sai uma estátua!

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Que se inicie o peditório para uma estátua a este senhor de nome Ricardo Nunes, guardião das redes da Académica.

Eu contribuo, com gosto.

Que se iniciem os preparativos para a sua inauguração, convidando-se o seleccionador (aquele que selecciona... nunca tal fez tanto sentido!) para a primeira fila.

Eu contribuo, novamente. Desta vez com uma passadeira vermelha. Para o Ricardo, claro.

A frase do dia...

... "vou contar ao senhor uma coisa que mais ninguém sabe".

A confiança. O início de algo. O peso.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXX

Que há perguntas difíceis de responder.

Que, por vezes, temos que mudar de assunto muito rápido porque há caminhos que não vale a pena explorar com a Princesa.

Que há, realmente, coisas que são anacrónicas.

psilipe e sua princesa passeavam pela bela freguesia dos Altares, à noite. Precisando de algo para distrair a Princesa de uma dores de barriga esquisitas que a começaram a incomodar, psilipe decidiu mostrar-lhe a igreja da freguesia, que se encontrava a dois passos do local onde estavam a jantar.

"O que é aquilo?", perguntou a Mariana.

"É uma igreja. Sabes o que é uma igreja, Mariana?"

"Sim. É o local onde vivem o rei e uma raínha..."

Lá seguimos. Estando a igreja aberta, lá entrámos e observámos durante uns minutos a finalização da missa nocturna, com uma Princesa quieta e intrigada por aquilo que estava a ver, absorvendo um contexto onde nunca tinha estado, observando as vestes e o cerimonial do padre. . À saída, perguntou-se:

"Mariana, gostaste…

2013: Big Obama...

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... is watching you.

O Richard Nixon deve andar a dar voltas no túmulo de tanto rir.


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXIX

Que os beijinhos não aparecem do nada.

Que "os beijinhos vêm do coração".

Uma campanha que merece a vossa atenção, com o alto patrocínio das GV!

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Se há erro que os psicólogos fazem é...

... quando impõem a sua acção profissional (nem sempre técnica...), cerceando a possibilidade das pessoas poderem enfrentar as suas dores e desafios de uma forma autónoma e auto-suficiente.

É quando impõem a sua acção antes de tempo, mesmo antes de se perceber se uma acção técnica é, efectivamente, necessária. É quando patologizam, quando rotulam antes de tempo.

É quando usufruem do outro para preenchimento do seus egos.

É quando confundem agir profissionalmente, com agir de uma forma tecnicamente correcta.

É quando prostituem a Psicologia para engrandecimento do seu ego e das suas lacunas.

O maior erro de quem com eles contacta? Confundir a forma afirmativa como estes pseudo-mestres se apresentam, e o estatuto de especialistas com que se arrogam, com a real tradução daquilo que são. Profissional e pessoalmente.

Fosse a auto-legitimação um pecado...


O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XXVIII

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Que as princesas também conseguem ver as coisas tal e qual como elas são.

Que conseguem, sem saber e ao contrário de muitos adultos, ver a realidade como ela, realmente, é, indo muito além daquilo que é aparente e evidente.

Antes de jantar, a única televisão da casa estava ligada na SIC Radical, enquanto passava o sucedâneo do Contra-Informação que penso que se chama "Contra Poder".

Enquanto se lia uma história do Mickey, a princesa olha para a televisão, solta duas ou três gargalhadas (daquelas que só ela consegue soltar e que ligam um sorriso imediato nos seus progenitores), enquanto dizia...

"Aquele senhor é de plástico... aquele senhor é de plástico!"


Sim, Mariana. Este senhor tresanda a plástico.