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A beleza dos pormenores - II

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O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLII

Que há coisas que o nosso medo quer que nunca mudem ou que, no mínimo, quer que se alterem lá para 2032.

Que o T. continua a ser um puto porreiro. Mas que tem que se pôr a pau.

Que um amigo é algo diferente de um namorado.


Mariana: "Hoje só brinquei com o T.! Ele é muito meu amigo..."

Mãe de Mariana: "E porque é que só brincaste com T.?"

Mariana: "Porque ele vai ser o meu namorado!"

Mãe de Mariana: "E o que fazem os namorados?"

Mariana: "Dançam, brincam e andam juntos..."

Mãe de Mariana (em pensamento): Uffff....

Mãe de Mariana: "E os amigos, o que fazem?"

Mariana: "Os amigos caminham juntos..."


Ora bem... agora vou ali colocar a catana na mala do carro. Nunca se sabe.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLI

Que há que esquecer toda e qualquer forma de dieta.

Que, no difícil equilíbrio entre custo e benefício, há coisas que não compensam.


Mariana: "Quem é que nos vem visitar hoje? Tenho saudades de pessoas que não estão cá..."

Pai sortudo de Mariana: "Hoje não vem ninguém... Mas tu já sabes que as pessoas que estão longe, estão no teu coração. Tens muita gente no teu coração?"

Mariana: "Sim!"

Pai sortudo de Mariana: "E como é que lá cabem todos? Como fazes?"

Mariana: "Como eu como muito, o meu coração fica grande e vai daqui até ao tecto!"

A vida no reino das vacas...

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Stairway to heaven (ao amanhecer)

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A beleza dos pormenores (em Angra do Heroísmo)

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Atentemos aos pormenores. Reconheçamos a sua beleza singular e, por vezes, inusitada. Admiremos os pormenores integrados num todo. Apreciemos os pormenores de uma linda cidade, aumentando o amor pelo todo. 
Olhemos (mais) para aquilo que nos escapa.

Mais um lugar esquecido: uma universidade esquecida

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Hoje foi dia de regresso ao mundo dos lugares esquecidos, na companhia do H. e do C.. Destino: o campus de Angra da Universidade dos Açores. Destino: mais um confronto de frente, doloroso, com a realidade de um país que renega o passado e que o esquece, demasiado rápido, sem ponderar custos (financeiros e emocionais).

Uma escola, uma Universidade, é um espaço vivo, com memórias, com história, elemento de passagem de milhares de pessoas, no seu percurso pelos trilhos do conhecimento e do desenvolvimento. Dizia o H. que, na primeira vez que tinha visto tal cenário, tinha ficado triste um dia inteiro. Compreendi-o depois de ver o que vi hoje. 
Já lá vão, talvez, uns dois anos desde que a Universidade dos Açores, em Angra, abandonou o seu espaço na freguesia da Terra Chã, deslocando-se para novas e modernas instalações.
Passado este tempo, constata-se um estado de abandono total das antigas instalações e um vandalismo criminoso de assinalar. Uma Universidade na falência, com a sua missão …

Há dias em que educar é...

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...conseguir escrever direito por linhas tortas. Nem sempre se consegue.

Uma boa frase...

A parentalidade não é uma questão de escolha múltipla. É uma constante pergunta aberta.

E o dia começou assim...

Aos 32 anos...

... já era altura de psilipe perceber que quanto mais duvida dos outros, mais está, no fundo, a duvidar de si.

Parece simples...

Venho aqui só para dizer que...

... aquilo que terá acontecido na Praia do Meco pouco ou nada tem a ver com praxe. Antes fosse só isso.

(Ajudar a) Crescer é bom...

Era um texto de doze linhas. Havia que ouvir um texto lido pela professora, percebê-lo e escrever doze linhas de prosa sobre o texto ouvido. Aquilo que para um qualquer petiz seria uma tarefa trivial, era para o P. um grande desafio.

A Língua Portuguesa sempre tinha sido o seu calcanhar de Aquiles e a responsável por muitas desilusões. Mesmo sem que houvesse assim tantas razões para isso, tinha aprendido que estava ali o seu maior desafio. Nas leituras aparentemente encriptadas, nos textos fantasiosos (que muitos pareciam não conseguir compreender) que escrevia, no medo de na leitura se notarem as microscópicas dificuldades na linguagem (que já havia, corajosamente, enfrentado no passado), o P. foi-se convencendo que não era capaz. Que havia coisas que não eram para ele...

Na semana passada, trouxe o seu texto, orgulhoso para mostrar ao Filipe e à Liliana. Trouxe as cinquenta e nove linhas que tinha escrito. Trouxe o melhor trabalho da turma, quer na quantidade de linhas, quer na qual…

Haja luz (na mente escura)

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Carinho

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Tal mãe, tal filha. Ainda bem.

Como melhorar a saúde de um trintão?

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Acumulo trinta e dois anos de vida e já não tenho a saúde de outrora.
Tenho uma princesa de quatro anos que muito precisa de mim... Preciso de cuidar da minha saúde, sob pena de poder não estar à altura das minhas obrigações.
Tenho que melhorar a minha alimentação e atender mais à roda dos alimentos.
Evitar aquilo que mais mal me faz e passar a privilegiar aqueles alimentos que, apesar de nos fazerem muito bem, acabamos por evitar.
Tomei uma decisão.
Vou começar a beber mais legumes!

Quereis sentir partes do corpo que não sabeis que tendes?

Corram, dois dias seguidos, alguns quilómetros, depois de não o fazerem há uns anos jeitosos.
No fim-de-semana haverá mais...
Foi um gosto conhecer-vos a todos.

Um olhar pessoal sobre a Violência Doméstica

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E aqui fica um texto que me foi pedido, e que será publicado, a breve trecho, numa publicação regional, sobre a violência doméstica.

O pedido foi realizar um texto que retratasse um olhar pessoal sobre o fenómeno. Sendo algo pessoal, reforcei o texto com algumas fotos da minha autoria, que acompanham o texto.

Aceitar o desafio de abordar a temática da violência doméstica, e da igualdade de género, assemelha-se ao acto de vislumbrar um mosaico ou um vitral. É possível admirar uma parte, formular uma visão sobre um dos seus pormenores, mas a real compreensão da sua dimensão e do seu significado depende, directamente, da forma como aceitamos que o todo é bem mais do que a soma das partes e que só se encontra a sua verdadeira plenitude na atenção e compreensão de todas as suas vicissitudes. Não o fazer, conduz, de forma inapelável, a visões parcelares, pré-concebidas, redutoras e infelizes que colocam em causa objectivos, modelos de entendimento e, até, os alicerces das políticas da igua…

Caminhar a dois...

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...é um mimo.

Memória no lusco fusco

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Aceitam-se apostas...

"Fazer sexo com animais aumenta a ligação entre o ser humano e a natureza. Pelo que, está claro, não devemos considerar a Zoofilia uma perversão, mas sim uma celebração das nossas origens... No fundo, somos todos animais. Dois milhões e meio de portugueses, levam todos os dias, a vias de facto saudáveis relações sexuais com animais das mais variadas espécies, relações essas que, convenhamos, nada têm de censurável".


Quem terá proferido a seguinte citação?


1 - Um pastor beirão solitário nas invernias perdidas da serrania;


2 - Um psicólogo;


3 - Um psicopata;


4 - Um utente de um qualquer serviço de Saúde;


5 - Uma pessoa que aparenta precisar de acompanhamento urgente.


Podem ser escolhidas mais do que uma opção.


Boa sorte.


A revelação do prémio virá depois...

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XL

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Que a imaginação, a criatividade e um sorriso são os melhores catalisadores do quotidiano.

Que salsichas, esparguete, pimento, ervilhas, milho e ovo podem ser polvos, mar, peixes, areia e um Sol esplendoroso (como aquele que teima em desafiar a invernia, hoje, em Angra).

Que é bom começar o fim-de-semana em família.


"Liberta-te Meu Povo, ou Morre!"

No dia em que se assinala três décadas sobre a morte de José Carlos Ary dos Santos, deixo um poema de Joaquim Namorado que era sublimamente declamado por ele.

Chama-se Port Wine e, bem lido, tem um carácter, infelizmente, actual.


O Douro é um rio de vinho
que tem a foz em Liverpool e em Londres
e em Nova-York e no Rio e em Buenos Aires:
quando chega ao mar vai nos navios,
cria seus lodos em garrafeiras velhas,
desemboca nos clubes e nos bars.

O Douro é um rio de barcos
onde remam os barqueiros suas desgraças,
primeiro se afundam em terra as suas vidas
que no rio se afundam as barcaças.

Nas sobremesas finas, as garrafas
assemelham cristais cheios de rubis,
em Cape-Town, em Sidney, em Paris,
tem um sabor generoso e fino
o sangue que dos cais exportamos em barris.

As margens do Douro são penedos
fecundados de sangue e amarguras
onde cava o meu povo as vinhas
como quem abre as próprias sepulturas:
nos entrepostos dos cais, em armazéns,
comerciantes trocam por esterlino
o vinho que é o sangue dos seus corpos,
mo…

Mariana - update Janeiro '14

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