Mensagens

Dia da Mulher

Sou só eu que sinto que a comemoração do Dia da Mulher é um profundo paradoxo, um exercício de anacronismo e a negação, em si mesmo, do princípio da Igualdade de Género?...

Comunicado (não) oficial de Paulo Fonseca

Povo da Albânia,

venho por este meio comunicar que a minha ligação de trabalho com o Belenenses cessou hoje após acordo amigável obtido hoje de manhã. Já não sou, a partir da hora de jantar, treinador de hóquei em patins do Famalicão.

Muitas razões levaram a este desfecho. A carreira na Taça das Cidades com Feira, desculpem, na Taça das Taças, a má relação com as Panteras Negras (claque do clube), a dificuldade em criar empatia com os órgãos dirigentes da Sociedade Recreativa do clube ou a acumulação de resultados menos positivos podem ser apontados como exemplos.

Continuo convicto que o resultado em Munique poderia alavancar uma época de sucesso. Continuo convencido que, no Salgueiros, poderia dar sequência a épocas de sucesso que tive no Chaves, Paços de Brandão ou Portossantense.

Agora aproveitarei para descansar e fazer um período sabático, procurando estagiar em clubes de nomeada e com treinadores de topo, como Luis Aragonés ou Otto Glória.

Ver-nos-emos por aí, como diria Nuno Mo…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLVI

Que a letra da música "Let it go", integrante do filme Frozen, tem um significado inesperado.

Que, ao contrário do que parece, é sobre um estranho imbróglio médico em que, pelo que se percebe, nem a intervenção especializada foi suficiente.

Mariana (a plenos pulmões): "Médicoooo... mééédiiicooo... apesar do médiiiccoooo!"

Nunca diria...

Uma verdade absoluta

A nossa capacidade de fazer merda, de forma consecutiva e reiterada, é, nalguns dias, inesgotável.

Mariana (e sua mãe): update Março '14

Imagem

Um instantâneo de um país, ontem à noite...

Quem se perdeu, ontem, pelos inefáveis meandros da televisão de Domingo à noite, constatou um extraordinário instantâneo.

Um canal em directo das imediações do Estádio do Dragão, após uma (in)esperada derrota da equipa portista. Um jornalista em frenesim, aguardando a saída dos jogadores e dirigentes da equipa derrotada, na esperança do confronto com os adeptos descontentes.

No momento em que se inicia a saída dos bólides, na excitação adolescente de quem aguarda por algo, seja lá qual for esse algo, dá-se o instantâneo do dia.

Desacordo entre as autoridades policiais e os dirigentes portistas. À saída da garagem, havia quem exigisse que os carros virassem à direita, enquanto outros que virassem à esquerda. O país, através da vista privilegiada da câmara, num inusitado e prolongadíssimo directo, no meio.

A excitação do repórter, do jornalista no estúdio,  a inquietação dos dirigentes em directo aos microfones, as chamadas indignadas realizadas para as câmaras, a confrontação com a pre…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLV

Que, no corropio da parentalidade, existem momentos em que temos a certeza de estar a fazer um bom trabalho.

Que a Princesa já é capaz de destrinçar o trigo do joio.

Que um dia vai ver uma final da Taça ao Jamor com o seu pai. Um dia.


Viagem de carro, em família, com passagem pelo relato de um jogo que envolvia uma agremiação desportiva denominada Sporting.

Mariana - "Papá, nos jogos do Sporting quem é que nós queremos que ganhe?"

Papá de Mariana (que a fez sócia da Académica com um dia de vida) - "Não interessa... é indiferente, Mariana."

Mariana - "Há meninos da escola que são do Benfica e outros do Sporting... e não conhecem a Académica... Eles são todos do Benfica e Sporting..."

Papá de Mariana - "Ah é? Há algum da Académica?"

Mariana - "Não..."

Papá de Mariana (em pensamento) - "Sei o que isso é..."

Papá de Mariana - "Não há problema... nós sabemos que é fixe ser da Academica... se alguém disser que só é bom ser dos…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLIV

Que tudo é, mesmo, relativo.

Que educar dá, mesmo, que pensar.


A Princesa estava em pleno bulício de brincadeira, num local onde estavam imensos miúdos. Corria, dançava e saltava naquilo que designou por "festa para pessoas que têm um balão na mão". Sim. Ela tinha.

Os seus diligentes pais preveniram que não podia dar saltos perigosos, nem correr em sítios em que se pudesse magoar. E, como todos os pais diligentes, desviaram a atenção por uns segundos para falar com amigos.

De repente, ouve-se um barulho de alguém a dar saltos para cima de uma cadeira. Olha-se e está a Princesa em cima da uma cadeira, a ser agarrada por um bom samaritano que se encontrava ao lado.

Pais "diligentes" de Mariana - "Mariana, o que se passou?"

Mariana - "Nada..."

Pais "diligentes" de Mariana - "Mas nós vimos que tu quase caíste! Não se salta para cima de cadeiras!"

Mariana - "Mas eu caí em segurança..."

Pais "diligentes" - "…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLIII

Que existem coisas finitas e outras infinitas.

Que o rol de desculpas que a princesa encontra para regressar à sala do seu castelo, depois de ter ido dormir, faz parte das segundas.

Que a imaginação, antes de dormir, fica bastante mais activa e prolífica.

Que é possível fazer um top para as razões que, por mais vezes, foram apresentadas pela princesa para justificar as suas viagens quarto - sala, e que incluem:

- tenho xixi;

- tenho cocó;

- tenho fome;

- quero dar mais um beijinho, entre outras.

Que nada tinha superado, até hoje, a razão apresentada hoje.

Princesa aparece na sala ostentando uma tampa de um perfume (cheirinho em marianês), arredondada, na ponta do polegar esquerdo, com um ar semelhante àquele que Arquimedes terá ostentado quando proferiu o seu famoso "eureka"...

"Papá! Mamã! Esta tampa parece a coisa de um astronauta... vim cá para vos dizer isto!"

Amanhã há mais.

Cruzes, credo!

Imagem

A beleza dos pormenores - II

Imagem

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLII

Que há coisas que o nosso medo quer que nunca mudem ou que, no mínimo, quer que se alterem lá para 2032.

Que o T. continua a ser um puto porreiro. Mas que tem que se pôr a pau.

Que um amigo é algo diferente de um namorado.


Mariana: "Hoje só brinquei com o T.! Ele é muito meu amigo..."

Mãe de Mariana: "E porque é que só brincaste com T.?"

Mariana: "Porque ele vai ser o meu namorado!"

Mãe de Mariana: "E o que fazem os namorados?"

Mariana: "Dançam, brincam e andam juntos..."

Mãe de Mariana (em pensamento): Uffff....

Mãe de Mariana: "E os amigos, o que fazem?"

Mariana: "Os amigos caminham juntos..."


Ora bem... agora vou ali colocar a catana na mala do carro. Nunca se sabe.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - XLI

Que há que esquecer toda e qualquer forma de dieta.

Que, no difícil equilíbrio entre custo e benefício, há coisas que não compensam.


Mariana: "Quem é que nos vem visitar hoje? Tenho saudades de pessoas que não estão cá..."

Pai sortudo de Mariana: "Hoje não vem ninguém... Mas tu já sabes que as pessoas que estão longe, estão no teu coração. Tens muita gente no teu coração?"

Mariana: "Sim!"

Pai sortudo de Mariana: "E como é que lá cabem todos? Como fazes?"

Mariana: "Como eu como muito, o meu coração fica grande e vai daqui até ao tecto!"

A vida no reino das vacas...

Imagem

Stairway to heaven (ao amanhecer)

Imagem

A beleza dos pormenores (em Angra do Heroísmo)

Imagem
Atentemos aos pormenores. Reconheçamos a sua beleza singular e, por vezes, inusitada. Admiremos os pormenores integrados num todo. Apreciemos os pormenores de uma linda cidade, aumentando o amor pelo todo. 
Olhemos (mais) para aquilo que nos escapa.

Mais um lugar esquecido: uma universidade esquecida

Imagem
Hoje foi dia de regresso ao mundo dos lugares esquecidos, na companhia do H. e do C.. Destino: o campus de Angra da Universidade dos Açores. Destino: mais um confronto de frente, doloroso, com a realidade de um país que renega o passado e que o esquece, demasiado rápido, sem ponderar custos (financeiros e emocionais).

Uma escola, uma Universidade, é um espaço vivo, com memórias, com história, elemento de passagem de milhares de pessoas, no seu percurso pelos trilhos do conhecimento e do desenvolvimento. Dizia o H. que, na primeira vez que tinha visto tal cenário, tinha ficado triste um dia inteiro. Compreendi-o depois de ver o que vi hoje. 
Já lá vão, talvez, uns dois anos desde que a Universidade dos Açores, em Angra, abandonou o seu espaço na freguesia da Terra Chã, deslocando-se para novas e modernas instalações.
Passado este tempo, constata-se um estado de abandono total das antigas instalações e um vandalismo criminoso de assinalar. Uma Universidade na falência, com a sua missão …

Há dias em que educar é...

Imagem
...conseguir escrever direito por linhas tortas. Nem sempre se consegue.

Uma boa frase...

A parentalidade não é uma questão de escolha múltipla. É uma constante pergunta aberta.

E o dia começou assim...

Aos 32 anos...

... já era altura de psilipe perceber que quanto mais duvida dos outros, mais está, no fundo, a duvidar de si.

Parece simples...

Venho aqui só para dizer que...

... aquilo que terá acontecido na Praia do Meco pouco ou nada tem a ver com praxe. Antes fosse só isso.

(Ajudar a) Crescer é bom...

Era um texto de doze linhas. Havia que ouvir um texto lido pela professora, percebê-lo e escrever doze linhas de prosa sobre o texto ouvido. Aquilo que para um qualquer petiz seria uma tarefa trivial, era para o P. um grande desafio.

A Língua Portuguesa sempre tinha sido o seu calcanhar de Aquiles e a responsável por muitas desilusões. Mesmo sem que houvesse assim tantas razões para isso, tinha aprendido que estava ali o seu maior desafio. Nas leituras aparentemente encriptadas, nos textos fantasiosos (que muitos pareciam não conseguir compreender) que escrevia, no medo de na leitura se notarem as microscópicas dificuldades na linguagem (que já havia, corajosamente, enfrentado no passado), o P. foi-se convencendo que não era capaz. Que havia coisas que não eram para ele...

Na semana passada, trouxe o seu texto, orgulhoso para mostrar ao Filipe e à Liliana. Trouxe as cinquenta e nove linhas que tinha escrito. Trouxe o melhor trabalho da turma, quer na quantidade de linhas, quer na qual…

Haja luz (na mente escura)

Imagem

Carinho

Imagem
Tal mãe, tal filha. Ainda bem.