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#Entrada Geral_Base das Lajes

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O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXI

Que o processo de aculturação é, mesmo, imparável.

Mãe de Mariana (enquanto a Princesa fala com os avós, em alta voz, no telemóvel) - Conta aos avós onde foste ontem! Conta que foste à praia!

Mariana - Não, não fui...

Mãe de Mariana (cujo processo de aculturação teima em ser mais lento do que aquele dos restantes elementos cá de casa) - Não foste? Então não foste aos Biscoitos?

Mariana - Os Biscoitos não são uma praia*!

Pumba.

* Esclarecimento para continentais: na Terceira, e nos Açores em geral, as praias de areia são raras. A grande maioria dos locais de banho são zonas balneares (como os Biscoitos, acima referidos), localizadas nas rochas em zonas vizinhas ao mar. Assim, a expressão tomar banho não se resume ao acto de higiene matinal. Havendo uma cidade chamada Praia da Vitória, ir à praia é mais ir à Praia, do que ir à praia. Encontrar um terceirense que goste de areia é mais difícil do que um adepto da Académica que aprecie o Guimarães.

Até debaixo de água, esta ilha continua a ser...

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...fenomenal.








Até debaixo de água, esta ilha é...

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...fenomenal.







Fotos captadas nos Biscoitos, Ilha Terceira, com a GoPro dos remediados, uma mítica Denver.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LX

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Que vale a pena educar, musicalmente falando, uma Princesa.

Que a Violetta, e afins, terão adversários de peso, dentro em pouco.

Que o caminho para educar o ouvido é, contudo, árduo.

Que, por vezes, apesar de exigirmos demais de uma pequena de cinco anos, conseguimos rir em conjunto, com ela.

Que é tão bom, quando isso acontece.

Episódio número 1

Desligou-se a televisão (algo que se faz, cada vez mais, cá por casa) e colocou-se o David Bowie, que se tem ouvido no carro, a encher a sala com a música "Jean Genie". A Princesa pára.

Mariana - Papá, este senhor é o mesmo que canta a música do astronauta Tom?

Pai de Mariana - Hã?!



Episódio número 2

Pai de Mariana (enquanto se ouvia o Cuidado com as Imitações do Mestre SG) - Como se chama o senhor que está a cantar, Mariana? Sérgio...

Mariana - Gordinho!

(risos em conjunto)

Pai de Mariana (que consegue ser um chato) - Não! Sérgio Godinho. E o senhor que canta o outro CD que ouvimos em casa? António Zam...

Mariana - Zambor!

(risos e…

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LIX

Que há momentos em que passamos com nota positiva, nas pequenas auditorias de qualidade do quotidiano.

Que procurar educar uma pequena de cinco anos é bem mais desafiante do alguém com uns anos a menos.

Que a Princesa está, mesmo, a crescer.

Princesa Mariana, em pleno momento de passeio a dois com o seu pai - Papá, sabes que eu, de vez em quando, compro a mamã?

Pai de Mariana, contendo as reacções todas que tinha vontade de ter e fazendo uso dos instintos manipulatórios que, por vezes, os bons pais têm que ter (e disfarçar que têm...) - Ai é? E como é que fazes isso?

Princesa Mariana - Digo que lhe dou mil beijinhos se ela me fizer aquilo que eu peço... Compro-a com mil beijinhos, por exemplo.

Pai de Mariana - E funciona?

Mariana - Olha... Não. Nunca funcionou...

Pai de Mariana (mentalmente, depois de regressar a 2015, depois de uma viagem súbita, algures no futuro) - Ufff...

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LVIII

Que os colegas da Mariana têm alguma razão em, quando existem crianças com o mesmo nome próprio, se tratarem pelo apelido, como os militares ou os guardas prisionais.

Que a inteligência e perspicácia de uma pequena princesa de cinco anos, ainda é um prólogo de tudo o que está para vir, por muito que os seus pais se esqueçam.

Que os alicerces ainda estão (quase) todos em construção.

A princesa estava nas suas sete quintas, a ver "bonequinhos"* em casa da sua mais recente tia, a J., cuja irmã se chama, igualmente, Mariana, numa clara demonstração de bom gosto dos pais das duas.

A J.**, num assomo de dona-de-casa, no meio do corropio ternurento de quem tem a casa cheia pela primeira vez e quer que tudo corra pelo melhor, solta uma instrução, dirigida à irmã: "Mariana, tira a roupa!" Aquela que estava no chão da casa de banho.

Uns quatro segundos depois, num dia de calor, a princesa está debaixo de um cobertor, na sala, com um ar confuso.

Pai de Mariana: Porque estás t…

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - V

Como diria o Z.P.O., arrabaldes (de Fala, por exemplo).

A piada óbvia do dia...

O Varoufakis foi de mota.

34

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Filipe sempre temeu os 34 anos. Em petiz, interiorizou que era nessa idade que os jogadores da bola se tornavam veteranos, logo menos capazes, logo velhos. Decorria o Mundial de 1990, em Itália, quando Filipe teve a sua primeira caderneta de cromos da Panini, um marco para qualquer criança que tivesse um pai vidrado em futebol nas décadas de 80 ou 90. Nela constavam os dados dos jogadores. Nome, clube onde jogavam* e data de nascimento. Havia esperanças, jogadores maduros e veteranos. Um deles ficou na memória. Mítico guardião da Holanda, Van Breukelen. Nascido em 1956, chegava a Itália com 34 anos. É um daqueles que ficaram na memória. Um jogador em final de carreira que, aos 34 anos, jogava o seu último Mundial. Um veterano.


Ontem, percebi que os meus primeiros 34 anos passaram num ápice, quase à velocidade da luz, como na foto abaixo, que tirei há uns anos. Que ser veterano até é porreiro. Que não os trocava pelos outros anos que os antecederam. Fazia, apenas, uns pequenos retoques.…

As alturas em que o jogo da bola faz sentido*

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* Ou, como diz o senhor estrangeiro do Lago dos Tubarões, "tem senso".

A boa surpresa do dia

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Além de estranho, o mundo é um lugar pequeno. Hoje a M.C., que está na Polónia, alertou-me para algo, a partir de um livro que lê sobre uma terra que não conhece mas que, como mulher de bom gosto, a apaixona.
No romance "Arquipélago", do escritor terceirense Joel Neto, a M.C. descobre uma referência a este espaço blogosférico, as Geometrias Variáveis. Pelo que se lê, há, mesmo, quem leia e quem por aqui passe e, pelos vistos, quem valorize os disparates deste vosso escriba. E, mais ainda, quem se inspire com eles*.
Não deixa de ser curioso que os mesmos posts que interessaram ao Joel Neto, já haviam permitido que, por via digital, criasse uma amizade com o Daniel de Sá. Uma honraria e, igualmente, a prova que, com a Internet, o mundo se torna (ainda) mais pequeno.
Se já queria comprar o livro, até pelas boas referências que o mesmo tem tido e pelo facto de a principal personagem ser a minha terra de adopção, aqui está mais um bom argumento.  

O exercício de humor referido é…

Castelo Novo, Fundão

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Super-Heroína

Todos precisamos de heróis. Nem todos os têm na sua vida de todos os dias, à distância de um abraço ou, quando não se está de férias, à distância de um clique. Nós temos. Faz anos hoje. É a mãe. Que me perdoem todas as outras, mas, na minha visão imparcial, é a melhor que existe.

Não tem capa, nem uniforme, nem um livro de banda desenhada que a retrate, mas tem um arsenal inigualável de super-poderes. Sempre os teve, mesmo que, porventura, não acreditasse que os tinha. Agarrou-se a eles, abusou deles, principalmente quando tal parecia mais difícil. Quando os desafios foram maiores. Quando a revolta, a raiva podiam contaminar o amor. Quando ser mãe se tornou mais difícil. Quando a injustiça da existência testou todos os limites e nos levou outro dos heróis cá de casa. Sempre os usou, na medida e altura certa, mesmo que as dúvidas e o medo existissem.

É um exemplo, é o exemplo. De abnegação, generosidade, humildade, espírito de sacrifício, amor. Um oceano de qualidades e um amor incondici…

Ribeirinha, Ilha Terceira

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Revista de imprensa de hoje / psilipe na imprensa de hoje

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Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - IV

Em conversa com o amigo R. C., com quem partilhei esta minha saga, ocorreram-nos duas palavras que correspondem a algo absolutamente insubstituível em qualquer cozinha. Vá, numa kitchenette também.

Malga e almoçadeira.

O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LVII

Que a mentira tem perna curta.
Que tentar evangelizar uma filha, sendo de um clube pequeno e pouco popular, assusta o mais temerário dos pais.


Pai de Mariana - Mariana, vou sair para ver o jogo da Académica.

Mariana - Posso ir contigo? Também queria ver o jogo...
Pai de Mariana - Não...
Mariana - Quando chegares dizes-me logo quanto ficou!
(Académica soma o décimo segundo empate; Académica fica nos lugares de descida; Académica faz mais uma exibição sofrível)
(Pai de Mariana regressa a casa)
Mariana - Quanto ficou o jogo?
Pai de Mariana - Ganhámos!
Mariana - Boa!!!
(Vergonha... vergonha...)

(Dez minutos depois, a avó da Mariana liga...)
Avó de Mariana - Filho, quanto ficou o jogo?
Filho da avó de Mariana - Espera... tenho que ir responder à varanda.
Avó de Mariana - Porquê?
Filho da avó da Mariana - Hmmm.... Já explico. (Varanda) Porra. Empatámos, outra vez.

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - III

Cafagestes.

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - II

Salafrário.

Carnaval (terceirense)

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A propósito dos últimos acontecimentos na Saúde em Portugal...

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... recauchuto um vídeo que fiz há uns tempos. Como era bom se não fosse (tão) actual.

As Lajes do desencanto (ou o desencanto de um terceirense adoptado com o que tem visto nos últimos tempos)

No próximo cinco de Outubro a minha saga açoriana cumprirá o seu décimo aniversário. O que, na arrogância pueril do controlo sobre o que não é passível de controlo, seria uma espécie de “toca e foge” insular de um par de anos, transformou-se numa relação umbilical com uma ilha, com um arquipélago. Sou terceirense, e defendo esta terra como se de Coimbra se tratasse. Desde muito cedo construí uma relação de amor com Angra do Heroísmo, fascina-me o nascer do Sol no Piquinho, chateia-me Ponta Delgada, mas admiro tudo o que sobra de São Miguel, vejo nas fajãs de São Jorge uma metáfora belíssima e apaixonante, quero ter uma casa nas Flores para a reforma e morar um mês seguido no Corvo antes de morrer (que me perdoem o cliché).
Sinto-me açoriano, com “e” ou “i”, consoante os gostos ou a tendência para a singularidade ortográfica. Quero sê-lo, apesar de tudo, mais tempo. Sinto que o serei, mesmo se a brisa do destino me afaste do Atlântico. Criei raízes aqui, crio uma terceirense feliz todos…

Das palavras que é uma pena que não sejam usadas mais vezes... - I

Ruim.

O meu amor existe

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