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Uma caricatura do mercado de Janeiro...
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E aí nos Açores não está sempre a chover?
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E isso aí na ilha tem centros comerciais? Não. E McDonald's? Não. E trânsito, agitação? Não. E discotecas? Uma. E se quiseres pegar no carro e conduzir umas dezenas de quilómetros? Não pego. E se quiseres arejar as ideias para longe de casa? Não posso (posso arejá-las a poucos metros de casa num qualquer miradouro ou paisagem). Como é que consegues viver aí, ainda para mais quando está sempre a chover?! Não compreendo, a sério que não compreendo! Como? Assim:
Um luxo e um privilégio, numa foto captada hoje, no Inverno açoriano.
Um luxo e um privilégio, numa foto captada hoje, no Inverno açoriano.
Lugares esquecidos: Fábrica da Pronicol/ELA
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Há uns tempos, o desejo pelo registo e exploração dos lugares esquecidos levou-me, na melhor das companhias, a um dos abandonados da cidade de Angra.
O destino foi a antiga fábrica da Pronicol, unidade de transformação de produtos lácteos, há muito em decadência à entrada oriental da cidade de Angra e que encerra, ainda, muitos aspectos interessantes para o registo fotográfico.
Abandonada há vários anos, em 2005 já se encontrava em estado de total decadência, continua sem destino definido, falhados projectos e ideias para a sua ocupação e reconversão.
Sei pouco sobre a fábrica e a sua história, e não consegui arranjar fotos da altura em que laborava. Ensina-me o solícito J. F. que a fábrica já laborava na década de 80, chamando-se ELA (Empresa de Lacticínios dos Açores). Em 1994 foi comprada pela Pronicol, cujas letras se vêem numa das fotos, e terá sido abandonada, aquando da construção da nova fábrica.
O destino foi a antiga fábrica da Pronicol, unidade de transformação de produtos lácteos, há muito em decadência à entrada oriental da cidade de Angra e que encerra, ainda, muitos aspectos interessantes para o registo fotográfico.
Abandonada há vários anos, em 2005 já se encontrava em estado de total decadência, continua sem destino definido, falhados projectos e ideias para a sua ocupação e reconversão.
Sei pouco sobre a fábrica e a sua história, e não consegui arranjar fotos da altura em que laborava. Ensina-me o solícito J. F. que a fábrica já laborava na década de 80, chamando-se ELA (Empresa de Lacticínios dos Açores). Em 1994 foi comprada pela Pronicol, cujas letras se vêem numa das fotos, e terá sido abandonada, aquando da construção da nova fábrica.
E se fosse possível, pela força da memória, do pensamento livre e da criatividade, devolver a dignidade a um edifício abandonado há anos a fio?
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As vantagens de ficarmos em último...
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Primeiro, não temos que olhar para trás a ver se alguém nos apanha, o que nos torna ainda mais rápidos, mesmo muito mais rápidos. Menos lentos, vá. Caracóis hiperactivos, pronto.
Segundo, recebemos mais palmas de quem está na meta, num misto de simpatia e empatia.
Terceiro, podemos fazer aquela piada do "fiquei em primeiro! A sério? Sim, a contar do fim".
Mesmo, assim, mesmo com todas estas vantagens inexcedíveis, gostei mais quando fiquei em penúltimo. Nunca passei daí, diga-se.
(Para os mais atentos, na primeira foto, estou à beira de levar uma volta de avanço do queniano que está de vermelho...)
Segundo, recebemos mais palmas de quem está na meta, num misto de simpatia e empatia.
Terceiro, podemos fazer aquela piada do "fiquei em primeiro! A sério? Sim, a contar do fim".
Mesmo, assim, mesmo com todas estas vantagens inexcedíveis, gostei mais quando fiquei em penúltimo. Nunca passei daí, diga-se.
(Para os mais atentos, na primeira foto, estou à beira de levar uma volta de avanço do queniano que está de vermelho...)
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXIX
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Que o Bob Dylan tem toda a razão quando diz que os tempos estão a mudar, numa canção que a virtuosa Nina Simone recriou com brilhantismo, uns anos depois.
Que o prazo de validade para acharmos graça a algumas coisas é curto e que a contagem decrescente já começou.
Que é muito ternurenta a forma como rapazes e raparigas de oito anos podem ter uma amizade verdadeira, sublimando as diferenças entre os géneros. Que nunca percam essa capacidade que tantos adultos já esqueceram, perdidos em si mesmos, amordaçados pelos estereótipos.
Que, ao contrário do que proclamam os profetas da desgraça da parentalidade dos dias de hoje, é possível sentirmos orgulho das nossas crianças e das outras que, com elas convivendo, nos deixam, ainda que de forma diferente, orgulhosos também.
Ontem foi dia do M., amigo de sempre da Mariana, vir cá a casa. Numa combinação bem urdida pelos dois, daquelas que os pais vão sabendo aos pouquinhos, a reboque do receio de um sonoro "não!" trair as expectativas…
Que o prazo de validade para acharmos graça a algumas coisas é curto e que a contagem decrescente já começou.
Que é muito ternurenta a forma como rapazes e raparigas de oito anos podem ter uma amizade verdadeira, sublimando as diferenças entre os géneros. Que nunca percam essa capacidade que tantos adultos já esqueceram, perdidos em si mesmos, amordaçados pelos estereótipos.
Que, ao contrário do que proclamam os profetas da desgraça da parentalidade dos dias de hoje, é possível sentirmos orgulho das nossas crianças e das outras que, com elas convivendo, nos deixam, ainda que de forma diferente, orgulhosos também.
Ontem foi dia do M., amigo de sempre da Mariana, vir cá a casa. Numa combinação bem urdida pelos dois, daquelas que os pais vão sabendo aos pouquinhos, a reboque do receio de um sonoro "não!" trair as expectativas…
Um hospital moribundo na Cidade Património
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O antigo Hospital de Angra continua moribundo, sem que ninguém, sequer, o ligue a uma qualquer máquina que o reabilite.
As janelas têm vista privilegiada para o esquecimento e para o abandono da memória. Dizia, hoje, o C. P. "e tu nunca trabalhaste ali..." num misto de nostalgia e revolta. Faz bem em estar revoltado. Faz mal quem não se responsabiliza pela memória colectiva de todos os que habitaram um espaço de sofrimento mas, acima de tudo, de abnegação, de vida e de alegria.
Dizia a pequena S., pouco depois, quando me apanhou a ver as fotos que tirei no telemóvel:
S. - Isto é estúpido. O Hospital podia trabalhar mais tempo. Eu nasci lá, sabes... Quem deixa fazer isto é totó.
Tem razão, a pequena S., do alto dos seus oito anos.
As janelas têm vista privilegiada para o esquecimento e para o abandono da memória. Dizia, hoje, o C. P. "e tu nunca trabalhaste ali..." num misto de nostalgia e revolta. Faz bem em estar revoltado. Faz mal quem não se responsabiliza pela memória colectiva de todos os que habitaram um espaço de sofrimento mas, acima de tudo, de abnegação, de vida e de alegria.
Dizia a pequena S., pouco depois, quando me apanhou a ver as fotos que tirei no telemóvel:
S. - Isto é estúpido. O Hospital podia trabalhar mais tempo. Eu nasci lá, sabes... Quem deixa fazer isto é totó.
Tem razão, a pequena S., do alto dos seus oito anos.
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXVIII***
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Que a Princesa está a trilhar muito bem os caminhos da educação emocional.
Que, para ela, ao contrário de muitos adultos, as emoções fazem todas falta.
Que, para ela, ao contrário de muitos adultos, não há emoções boas e emoções más, ainda que algumas sejam mais agradáveis do que outras, à primeira vista.
Que a Princesa já percebe que as emoções são todas equipamento de série e não uma espécie de tuning que podemos, ou não, colocar.
Que, como já se foi percebendo, tem bom gosto e rejeita alterações desnecessárias àquilo que é fundamental.
Que um Fiat Uno deve ser facilmente reconhecível como um Fiat Uno. Como aquele que tinha a tia A. S.* tinha e que voava por Lisboa. Vá, andava.
A Princesa acompanhou o seu pai a uma viagem à aldeia da sua avó materna.
Vários reencontros saborosos com família e amigos, da mocidade deste vosso escriba, uma visita à casa da aldeia (para "trazer brinquedos do pai") e uma passagem pelo local onde o avô paterno tem a última morada**.
Aquele misto…
Que, para ela, ao contrário de muitos adultos, as emoções fazem todas falta.
Que, para ela, ao contrário de muitos adultos, não há emoções boas e emoções más, ainda que algumas sejam mais agradáveis do que outras, à primeira vista.
Que a Princesa já percebe que as emoções são todas equipamento de série e não uma espécie de tuning que podemos, ou não, colocar.
Que, como já se foi percebendo, tem bom gosto e rejeita alterações desnecessárias àquilo que é fundamental.
Que um Fiat Uno deve ser facilmente reconhecível como um Fiat Uno. Como aquele que tinha a tia A. S.* tinha e que voava por Lisboa. Vá, andava.
A Princesa acompanhou o seu pai a uma viagem à aldeia da sua avó materna.
Vários reencontros saborosos com família e amigos, da mocidade deste vosso escriba, uma visita à casa da aldeia (para "trazer brinquedos do pai") e uma passagem pelo local onde o avô paterno tem a última morada**.
Aquele misto…
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXVII
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Hoje foi o dia seguinte à passagem de ano, muito bem passada em casa da C. e do J., tios de coração da Mariana.
Hoje foi o dia em que foi preciso recuperar da forma divertida e bem guarnecida de itens do foro alimentício e do domínio da produção de bebidas espirituosas, que permitiu que um punhado de pessoas tivessem dado um contributo generoso à indústria nacional. De nada, Centeno.
Em família, vimos o ET que estava gravado, à espera do dia ideal, na box do cabo.
Em família, gostamos do ET. Os pais da Mariana apreciaram a sua emoção espontânea quando o alienígena voltou à vida, quando já se formava uma lágrima, veementemente negada, no canto do olho da Princesa.
Em família procurou-se discutir o filme.
Pai da Mariana - Gostaste do filme?
Mariana - Sim.
Pai da Mariana - Este filme, na tua opinião, é sobre quê, Mariana?
Mariana - Sobre amor.
Aprendeu-se, mais uma vez, que as pequenas Princesas estão atentas.
Que percebem a linguagem do amor, na sua pureza e genuinidade.
Que a Princes…
Hoje foi o dia em que foi preciso recuperar da forma divertida e bem guarnecida de itens do foro alimentício e do domínio da produção de bebidas espirituosas, que permitiu que um punhado de pessoas tivessem dado um contributo generoso à indústria nacional. De nada, Centeno.
Em família, vimos o ET que estava gravado, à espera do dia ideal, na box do cabo.
Em família, gostamos do ET. Os pais da Mariana apreciaram a sua emoção espontânea quando o alienígena voltou à vida, quando já se formava uma lágrima, veementemente negada, no canto do olho da Princesa.
Em família procurou-se discutir o filme.
Pai da Mariana - Gostaste do filme?
Mariana - Sim.
Pai da Mariana - Este filme, na tua opinião, é sobre quê, Mariana?
Mariana - Sobre amor.
Aprendeu-se, mais uma vez, que as pequenas Princesas estão atentas.
Que percebem a linguagem do amor, na sua pureza e genuinidade.
Que a Princes…
Ilhéus
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Resiliência. A principal característica do açoriano. Há 38 anos esta terra tremeu como ninguém pensava que tremesse. O abalo, o Sismo d'Oitenta.
Há 38 anos, da tragédia, emergiu a força de um povo, numa altura muito diferente da actual, na qual a escassez de recursos foi proporcional à coragem, resiliência e superação dos terceirenses.
Que não nos falte nenhuma destas características, na desejável ausência da tragédia, para a defesa da nossa terra, é um dos meus desejos para o novo ano.
Há 38 anos, da tragédia, emergiu a força de um povo, numa altura muito diferente da actual, na qual a escassez de recursos foi proporcional à coragem, resiliência e superação dos terceirenses.
Que não nos falte nenhuma destas características, na desejável ausência da tragédia, para a defesa da nossa terra, é um dos meus desejos para o novo ano.
2018: aqui vamos nós...
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Feliz Ano Novo. Que 2018 comece pequenino e que, todos nós, o consigamos fazer crescer e prosperar, com resiliência, paixão, compaixão, amor e crença. Sobretudo em nós.Só depende de nós.
Esta foto foi captada, sem filtros, naquela que chamei, numa publicação anterior, a árvore da vida. A árvore da vida, onde ficarão sempre memórias e pessoas (do meu pai aos meus avós) fica num terreno de família. Foi sempre um sobreiro altaneiro, bonito e frondoso que nos abraçava com cada ramo e que nos protegia com a sua solidez. Que nos transmitia a segurança de estar sempre ali, daquela forma boa que as árvores, e algumas pessoas, conseguem. Foi sendo morta, com malícia e num movimento vazio de sentimentos, por alguém que a foi envenenando e cortando, com minúcia, as suas raizes. A árvore da vida vai morrer. Mas ensina-nos, como se vê nesta foto, que há esperança. Se ela ainda luta, como podemos nós sequer pensar em não o fazer?
Que em 2018 aprendamos com a (minha) árvore da vida. E que vivamos a …
Esta foto foi captada, sem filtros, naquela que chamei, numa publicação anterior, a árvore da vida. A árvore da vida, onde ficarão sempre memórias e pessoas (do meu pai aos meus avós) fica num terreno de família. Foi sempre um sobreiro altaneiro, bonito e frondoso que nos abraçava com cada ramo e que nos protegia com a sua solidez. Que nos transmitia a segurança de estar sempre ali, daquela forma boa que as árvores, e algumas pessoas, conseguem. Foi sendo morta, com malícia e num movimento vazio de sentimentos, por alguém que a foi envenenando e cortando, com minúcia, as suas raizes. A árvore da vida vai morrer. Mas ensina-nos, como se vê nesta foto, que há esperança. Se ela ainda luta, como podemos nós sequer pensar em não o fazer?
Que em 2018 aprendamos com a (minha) árvore da vida. E que vivamos a …
Não se explica. Sente-se.
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As laranjas, diz a lenda, eram cultivadas pelas ninfas como veículos da imortalidade. Quem acedesse aos pomos de ouro das laranjas, sublimava a morte e o esquecimento.
Há cidades que encontraram as ninfas, e as suas laranjas, há muito. Provaram e lambuzaram-se com as suas laranjas. Coimbra é Coimbra. As ninfas estarão, com certeza, orgulhosas.
Não se explica, sente-se.
Há cidades que encontraram as ninfas, e as suas laranjas, há muito. Provaram e lambuzaram-se com as suas laranjas. Coimbra é Coimbra. As ninfas estarão, com certeza, orgulhosas.
Não se explica, sente-se.
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXVI
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No relato de hoje, a Mariana contou com ajuda de outros petizes, as primas L. e C. e de um amigo, o D..
Sala cheia no Dia de Natal. Em todos os ângulos da divisão vislumbravam-se os pacotes, brinquedos e restos de papel de embrulho, rasgados, com ânimo e vigor, num movimento alimentado pela curiosidade das pequenas. Como tão facilmente acontece, o número de presentes das Princesas foi proporcional à sua ansiedade, na fase prévia à sua abertura, e da sua alegria, após um festival de luz e som do papel de embrulho e dos laços pelo atmosfera. Resultado, overdose de brinquedos alimentada pelo anseio dos pais e avós de corresponder àquilo que as Princesas esperavam e de lhes proporcionar alegria e, através das ofertas, veículos para boas sensações. Segundo resultado, atenção dividida por demasiadas coisas e poucos brinquedos verdadeiramente desfrutados. Shame on us.
O D., filho do N. e da A. (a nossa irmã-sem-ter-sido-parida-pela-avó-da-Mariana), chegou estremunhado da viagem de carro e só d…
Sala cheia no Dia de Natal. Em todos os ângulos da divisão vislumbravam-se os pacotes, brinquedos e restos de papel de embrulho, rasgados, com ânimo e vigor, num movimento alimentado pela curiosidade das pequenas. Como tão facilmente acontece, o número de presentes das Princesas foi proporcional à sua ansiedade, na fase prévia à sua abertura, e da sua alegria, após um festival de luz e som do papel de embrulho e dos laços pelo atmosfera. Resultado, overdose de brinquedos alimentada pelo anseio dos pais e avós de corresponder àquilo que as Princesas esperavam e de lhes proporcionar alegria e, através das ofertas, veículos para boas sensações. Segundo resultado, atenção dividida por demasiadas coisas e poucos brinquedos verdadeiramente desfrutados. Shame on us.
O D., filho do N. e da A. (a nossa irmã-sem-ter-sido-parida-pela-avó-da-Mariana), chegou estremunhado da viagem de carro e só d…
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXV
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Que a época natalícia é pródiga na lembrança de (boas) memórias de Natais passados em família.
Que as avós e os avôs são peritos atentos na arte de (des)encaminhar petizes e que conhecem como ninguém as portas travessas da parentalidade.
Que o Menino Jesus, na casa da avó D., se chamará sempre Jesus.
Que é uma fortuna poder passar mais um Natal com a minha família e que a Mariana tem uma colecção de avós, bisavós, tios e primas de qualidade superior.
Que quem não está continua, contudo, a fazer falta. Que, mesmo não estando, tem lugar algures na mesa imaginária, onde o machado não corta nem o pensamento, nem o amor.
O Pai da Mariana teve uma carreira religiosa curta e deixou a prática religiosa após a Primeira Comunhão, para grande tristeza da senhora sua mãe. Foi para a catequese, aquilo que um jogador chamado Porfírio foi para o futebol ou Rick Astley para a música. Uma eterna esperança.
Num dos primeiros Natais que a Princesa já arranhava umas palavras, alguém, que não pode ser ide…
Que as avós e os avôs são peritos atentos na arte de (des)encaminhar petizes e que conhecem como ninguém as portas travessas da parentalidade.
Que o Menino Jesus, na casa da avó D., se chamará sempre Jesus.
Que é uma fortuna poder passar mais um Natal com a minha família e que a Mariana tem uma colecção de avós, bisavós, tios e primas de qualidade superior.
Que quem não está continua, contudo, a fazer falta. Que, mesmo não estando, tem lugar algures na mesa imaginária, onde o machado não corta nem o pensamento, nem o amor.
O Pai da Mariana teve uma carreira religiosa curta e deixou a prática religiosa após a Primeira Comunhão, para grande tristeza da senhora sua mãe. Foi para a catequese, aquilo que um jogador chamado Porfírio foi para o futebol ou Rick Astley para a música. Uma eterna esperança.
Num dos primeiros Natais que a Princesa já arranhava umas palavras, alguém, que não pode ser ide…
Ensaio sobre a cegueira
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Há que ouvir os especialistas. Atender à sua opinião. Aprender com os seus ensinamentos. Valorizar quando as Frentes e as pessoas falam sobre aquilo que sabem. Estes tipos sabem do que falam. Sai um honoris causa em cegueira para a FLA.
O Natal nas Portas da Cidade a Oriente
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Noite feliz em Angra do Heroísmo, a jóia dos Açores
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O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXIV
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Que a Mariana está atenta ao que se passa à volta dela e que a resposta, quando é rápida de mais, tende a enfermar de grandes lacunas no acerto e no rigor. Até em pequenas Princesas de oito anos.
Que, nalgumas alturas, aquilo que aprendemos com ela é, simplesmente, rir a bandeiras despregadas em conjunto com as pessoas que gostamos.
Que, rir em família, em ambiente de partilha, comunhão e amizade, sabe bem melhor.
Que a família está muito para além de simples laços de sangue e que a Mariana tens umas tias, tios e primos terceirenses à altura.
Que o pai da Princesa faz, mesmo, uns gins do caraças!
Contexto: jantar de Natal de parte da nossa família terceirense, em casa de uma das tias da Mariana, a L..
Como típico jantar de Natal que se preze, houve troca de prendas e tudo a que tivemos direito, até um sacrifício de um pequeno suíno, ali para os lados da Grota do Medo.
À chegada progressiva de tias e tios, a Mariana ia cumprimentando quem ia entrando.
Tia C. - Mariana, a prenda que com…
Que, nalgumas alturas, aquilo que aprendemos com ela é, simplesmente, rir a bandeiras despregadas em conjunto com as pessoas que gostamos.
Que, rir em família, em ambiente de partilha, comunhão e amizade, sabe bem melhor.
Que a família está muito para além de simples laços de sangue e que a Mariana tens umas tias, tios e primos terceirenses à altura.
Que o pai da Princesa faz, mesmo, uns gins do caraças!
Contexto: jantar de Natal de parte da nossa família terceirense, em casa de uma das tias da Mariana, a L..
Como típico jantar de Natal que se preze, houve troca de prendas e tudo a que tivemos direito, até um sacrifício de um pequeno suíno, ali para os lados da Grota do Medo.
À chegada progressiva de tias e tios, a Mariana ia cumprimentando quem ia entrando.
Tia C. - Mariana, a prenda que com…
Já se podem fazer piadas sobre o Marco...
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A minha proposta para o novo logótipo da IURD
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A propósito das recentes notícias vindas a público sobre a Igreja Universal do Reino de Deus e as adopções que promovia de crianças que teria, estranhamente, a seu cargo, achei-me na obrigação de contribuir, pro bono, com um novo logótipo para a referida empresa. A imagem corporativa é um valor de mercado e deve, naturalmente, exprimir a missão da entidade. Aguardo o agradecimento do bispo Macedo.
O que se aprendeu, hoje, com a Mariana... - LXXXIII
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Ao octagésimo segundo relato desta saga* aprendeu-se, novamente, que a Princesa tem poderes.
Que consegue ter um coração gigante que desafia um Oceano. E que lhe ganha por capote, como se dizia antigamente.
Que uma viagem surpresa dos avós, do avô e da bisavó para o seu aniversário, demonstra que o coração está bem desenvolvido e que valeu a pena a Princesa ter comido muito ao longo dos anos. Que quem está longe está bem viva no seu coração.
Que o avô que não veio continua no seu coração, mesmo que sem nunca o ter conhecido. As perguntas recorrentes demonstram-no e a satisfação de receber uma nova foto dele provam-no. Que quem ela nunca conheceu, também cabe num coração enorme que só pode orgulhar.
Que a batalha continua, para sublimar um Oceano.
Que ficámos todos, os de cá e os "lá de fora" mais revigorados nessa luta.
* Mantém-se o objectivo de chegar ao centésimo relato para construir um livro para a Princesa...
Que consegue ter um coração gigante que desafia um Oceano. E que lhe ganha por capote, como se dizia antigamente.
Que uma viagem surpresa dos avós, do avô e da bisavó para o seu aniversário, demonstra que o coração está bem desenvolvido e que valeu a pena a Princesa ter comido muito ao longo dos anos. Que quem está longe está bem viva no seu coração.
Que o avô que não veio continua no seu coração, mesmo que sem nunca o ter conhecido. As perguntas recorrentes demonstram-no e a satisfação de receber uma nova foto dele provam-no. Que quem ela nunca conheceu, também cabe num coração enorme que só pode orgulhar.
Que a batalha continua, para sublimar um Oceano.
Que ficámos todos, os de cá e os "lá de fora" mais revigorados nessa luta.
* Mantém-se o objectivo de chegar ao centésimo relato para construir um livro para a Princesa...